Itaú (ITUB4) registra lucro líquido de r$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026

Itaú (ITUB4) registra lucro líquido de r$ 12,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026

Economia

Depois de resultados que trouxeram pontos de atenção em outros grandes bancos privados do país, chegou a vez de o Itaú Unibanco (ITUB4) apresentar ao mercado como atravessou o terceiro trimestre de 2026. O lucro líquido recorrente da instituição financeira chegou a R$ 12,6 bilhões nos meses encerrados em setembro, o que representa um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado e de 2,5% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O balanço financeiro veio praticamente em linha com as expectativas projetadas pelo mercado financeiro, que aguardava um lucro médio em torno de R$ 12,584 bilhões, conforme dados consolidados pela Bloomberg. A régua de exigência para a instituição já estava alta, considerando que o maior banco privado brasileiro entrou na temporada de resultados financeiros com a missão de sustentar uma rentabilidade diferenciada frente aos concorrentes do setor.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) atingiu 23,6% no período analisado, registrando uma variação positiva de 0,3 ponto percentual na comparação anual, mas com um recuo de 0,7 ponto frente aos três meses anteriores. Esse patamar reforça a solidez operacional da companhia em um ambiente macroeconômico desafiador.

Carteira de crédito do itaú no terceiro trimestre

Em um ciclo econômico em que as instituições financeiras precisam calibrar com cuidado a expansão dos empréstimos com o risco inerente de inadimplência, crescer sem critérios deixou de ser uma vantagem competitiva. A estratégia adotada pelo Itaú tem sido priorizar o retorno ajustado ao risco, em vez de buscar participação de mercado a qualquer custo.

Ao final de setembro, a carteira de crédito ampliada do banco avançou 10,9% na comparação com o mesmo período de 2025 e registrou alta de 2,2% sobre o trimestre anterior, alcançando a marca expressiva de R$ 1,54 trilhão. No entanto, mais do que o volume total originado, investidores e analistas monitoram de perto a qualidade dos ativos.

Os indicadores de atraso mostraram uma elevação discreta durante o trimestre. A taxa de inadimplência acima de 90 dias subiu 0,1 ponto percentual tanto na base anual quanto na trimestral, fechando o mês de setembro em 2%. Já as despesas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 10,7 bilhões, alta de 9,6% ante o terceiro trimestre de 2025.

Desempenho da margem financeira e receitas

A capacidade de gerar receitas por meio das operações financeiras tradicionais e de tesouraria apresentou números robustos ao longo do período. A margem financeira consolidada atingiu R$ 34,6 bilhões, o que representa um crescimento de 7,8% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

Dentro desse montante, a margem financeira com clientes teve alta de 6,9% na comparação anual e de 2,6% frente aos três meses anteriores, totalizando R$ 33,6 bilhões. Por sua vez, a margem financeira com o mercado, reflexo direto das mesas de tesouraria e operações de mercado, disparou 46,9% na base anual e alcançou R$ 1,3 bilhão.

Por outro lado, as receitas com prestação de serviços e tarifas continuam exigindo monitoramento próximo da administração. O segmento recuou 0,1% na comparação anual, mas apresentou leve alta de 0,2% frente ao trimestre passado, somando R$ 11 bilhões, impactado pela dinâmica mais moderada no mercado de capitais.

Controle de custos e eficiência operacional

Do lado das despesas, o banco manteve uma disciplina rigorosa na gestão dos gastos corporativos. As despesas operacionais totalizaram R$ 17,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, com expansão de 1,7% na comparação anual e de 2,4% em relação ao segundo trimestre.

O controle rígido dessas rubricas permitiu que a instituição melhorasse sua produtividade global. O índice de eficiência do banco encerrou o trimestre em 35,7%, o que representa um ganho de 1,4 ponto percentual de eficiência operativa na comparação com o mesmo período do ano anterior, consolidando a competitividade do negócio.