Cidade Proibida supera o Louvre e lidera ranking global de museus

Cidade Proibida supera o Louvre e lidera ranking global de museus

Economia

Contrariando a expectativa tradicional que aponta a Europa como o epicentro das grandes atrações culturais, o título de museu mais visitado do planeta pertence atualmente à Ásia. O Museu do Palácio, localizado na histórica Cidade Proibida em Pequim, na China, alcançou o topo do ranking global ao registrar uma movimentação impressionante ao longo de 2025.

O levantamento anual divulgado pela Themed Entertainment Association (TEA) colocou a instituição chinesa muito à frente de concorrentes ocidentais tradicionais. Enquanto o célebre museu francês registrou pouco mais de nove milhões de visitantes e ocupou a quarta posição geral, o complexo imperial chinês atraiu quase dezenas de milhões de turistas, consolidando um fenômeno que ganha força no mercado asiático.

A grandiosidade e o legado da Cidade Proibida

O Museu do Palácio ocupa o vasto complexo arquitetônico que serviu de morada oficial para duas dezenas e meia de imperadores pertencentes às dinastias Ming e Qing. Erguido entre os anos de 1406 e 1420, o espaço abrange uma área superior a 720 mil metros quadrados, integrando dezenas de milhares de cômodos entre pavilhões, pátios cerimoniais e aposentos privados.

O acervo preservado no local abriga cerca de 1,86 milhão de itens raros, contemplando desde porcelanas milenares e esculturas até pinturas e joias imperiais. Após a abdicação do último imperador em 1912, o local perdeu sua função política original e foi transformado oficialmente em museu em 1925, recebendo décadas mais tarde o título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco.

O domínio da China no cenário internacional

A liderança do país asiático na lista não se restringe apenas à primeira colocação. O levantamento demonstra que o território chinês concentra a maior parte das atrações mais populares do mundo, ocupando também a segunda e a terceira posições com o Palácio de Verão e o Museu do Mausoléu do Imperador Qin Shihuang, respectivamente.

No total, doze das vinte instituições que lideram a preferência do público global estão situadas em solo chinês. O único representante norte-americano na lista principal foi o Metropolitan Museum of Art, localizado em Nova York, enquanto a Europa manteve forte presença com instituições como o Museu Britânico e os Museus do Vaticano.

Fatores que impulsionam o turismo cultural na Ásia

O forte engajamento do público interno é apontado por especialistas como um dos principais motores para esses números expressivos. A política de incentivo à visitação adotada por grande parte das instituições culturais locais, que oferecem entrada gratuita em sua maioria, facilita o acesso da população aos acervos históricos.

Além disso, o interesse crescente pelo patrimônio e pela história regional movimenta milhões de entusiastas todos os anos, gerando um impacto econômico e social significativo no setor de turismo. Para mais detalhes sobre o desempenho das instituições, consulte o relatório oficial da TEA.