Preços do boi gordo seguem firmes em São Paulo com arroba a R$ 395 devido à escassez de oferta

Preços do boi gordo seguem firmes em São Paulo com arroba a R$ 395 devido à escassez de oferta

Agro

O mercado do boi gordo manteve preços firmes ao longo da semana, impulsionado por uma melhora gradual no ritmo dos negócios e pela oferta limitada de animais prontos para abate em diversas regiões produtoras do país. No estado de São Paulo, a referência a prazo permaneceu cotada em R$ 395 por arroba no levantamento de 5 de novembro, conforme dados divulgados pela consultoria Safras & Mercado.

Escalas de abate e comportamento regional dos preços

De acordo com o analista Fernando Iglesias, as escalas dos frigoríficos brasileiros ficaram posicionadas, em média, entre cinco e seis dias úteis. Essa dificuldade estrutural para ampliar a programação de abates mantém aberto o potencial para novos reajustes no valor da arroba no curto prazo.

Apesar da estabilidade ter predominado na maioria das praças acompanhadas por especialistas, estados como Minas Gerais e Mato Grosso registraram valorizações expressivas em relação ao fechamento da semana anterior.

Em Uberaba (MG), a arroba passou de R$ 380 para R$ 385, registrando um acréscimo de R$ 5. Já em Cuiabá (MT), a cotação avançou de R$ 365 para R$ 370, acompanhando o mesmo incremento nominal de R$ 5 por arroba.

Demanda interna aquecida e cenário internacional

A entrada dos salários na economia brasileira, somada à tradicional sazonalidade de consumo típica do último bimestre do ano, oferece um importante suporte à demanda doméstica por carne bovina. Analistas avaliam que esse comportamento tende a enxugar os estoques e favorecer os pecuaristas.

No cenário externo, o comportamento das importações da China continua sendo monitorado de perto pelos agentes econômicos. A gestão rigorosa da cota de importação pelo governo chinês pode limitar temporariamente uma postura mais agressiva de compras por parte dos importadores asiáticos.

Concorrência no atacado e perspectivas para o setor

No mercado atacadista, os preços dos principais cortes bovinos permaneceram estáveis ao longo do período analisado. A maior competitividade exercida pelas carnes de frango e suína também integra o cenário atual de concorrência direta pelo orçamento do consumidor.

O quarto traseiro bovino foi comercializado a R$ 29,50 por quilo, enquanto o quarto dianteiro manteve-se cotado a R$ 22,50 por quilo.

Para os próximos dias, o setor produtivo e a indústria seguem atentos para verificar se a melhora esperada no consumo interno será suficiente para estimular a reposição de carne, enquanto a escassez de bovinos terminados continua garantindo a firmeza dos preços no campo.