A travessia sobre o rio Guaporé, na ERS-129, que conecta os municípios de Encantado e Muçum, no Vale do Taquari, permanecerá interditada por tempo indeterminado. A decisão, confirmada pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) nesta quinta-feira (30), ocorre após avaliações técnicas constatarem o agravamento severo das fissuras em um dos pilares de sustentação da estrutura.
O bloqueio total, que impede o tráfego de veículos de qualquer porte, incluindo ambulâncias e viaturas de segurança, além da passagem de pedestres, é uma medida preventiva para evitar riscos de colapso. A situação reflete o impacto das recentes instabilidades climáticas na região, que comprometeram a integridade física da ponte.
Decisão técnica pela reconstrução do pilar
Inicialmente, a expectativa era de que a estrutura pudesse passar por um processo de recuperação. No entanto, o monitoramento constante revelou a evolução das trincas e o surgimento de novas fissuras, fenômeno que se intensificou com a elevação do nível do rio Guaporé. Diante do cenário, a equipe de engenharia descartou a realização de sondagens adicionais e optou pela reconstrução completa do pilar comprometido.
A inspeção que deu início ao alerta ocorreu na sexta-feira (24), quando foi detectada uma fratura em uma das paredes de travamento. Desde então, a EGR tem mantido equipes em prontidão para avaliar a viabilidade de intervenções emergenciais que garantam a segurança da travessia a longo prazo.
Cronograma e alternativas de engenharia
A estatal trabalha agora na mobilização de empresas especializadas para a instalação de escoramentos metálicos no tabuleiro da ponte. O objetivo é estabilizar o conjunto estrutural e avaliar se, futuramente, será possível liberar o tráfego de forma controlada para veículos leves e pedestres, antes mesmo da conclusão da obra definitiva.
Conforme a Nota Técnica da EGR, o projeto executivo para a reconstrução do pilar deve ser finalizado até o dia 5 de agosto de 2026. A partir da aprovação do projeto, a previsão é de que os trabalhos de campo durem cerca de 45 dias, prazo que pode sofrer alterações dependendo das condições meteorológicas no Vale do Taquari.
A orientação oficial para a comunidade local e para os condutores que utilizam a ERS-129 é a busca por rotas alternativas. A EGR reforça que o respeito ao bloqueio é fundamental para a segurança de todos, e que a liberação da via só ocorrerá após rigorosa comprovação de estabilidade da estrutura.
O Conexrs segue acompanhando o desenrolar das obras e os impactos dessa interdição na mobilidade da região. Continue conectado ao nosso portal para atualizações sobre esta e outras pautas que afetam o cotidiano gaúcho, com a credibilidade e o compromisso jornalístico que você já conhece.
Fonte: agorars.com
