Rio Grande do Sul mantém dez estações de monitoramento acima da cota de inundação

Rio Grande do Sul mantém dez estações de monitoramento acima da cota de inundação

DESTAQUES Rio Grande do Sul

O Rio Grande do Sul enfrenta um cenário de atenção hidrológica nesta sexta-feira (31), com dez estações de monitoramento registrando níveis acima da cota de inundação. O acompanhamento, realizado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) por meio do Sistema de Alerta de Eventos Críticos (SACE), aponta que, além dos pontos críticos, outras seis estações permanecem em nível de alerta e 12 estão na faixa de atenção, refletindo a complexidade da drenagem das bacias hidrográficas no estado.

Dinâmica das bacias e a situação do Guaíba

O comportamento dos rios gaúchos apresenta disparidades regionais significativas. Enquanto as bacias do Taquari e do Caí já registram uma tendência de queda nos níveis, o Guaíba e o Delta do Jacuí continuam sob o impacto da propagação das cheias. A previsão hidrológica indica que o pico de elevação no Delta e no Guaíba deve ocorrer ao longo desta sexta-feira, seguido por um processo de estabilização e, posteriormente, uma redução lenta dos volumes de água.

Dados coletados às 13h mostram que o Guaíba mantinha estabilidade em 2,56 metros na estação Cais Mauá C6, próxima à Rodoviária de Porto Alegre. Já na estação da Usina do Gasômetro, o nível registrado às 14h15 era de 1,85 metros. Paralelamente, os rios dos Sinos e Gravataí mantêm uma elevação lenta, enquanto o Alto Jacuí segue contribuindo com volumes expressivos de água em direção à região metropolitana.

Pontos críticos e monitoramento constante

A classificação de cota de inundação é definida pelas réguas de medição instaladas em pontos estratégicos, servindo como base para as ações de defesa civil e segurança pública. Atualmente, as estações que superam esse limite crítico estão distribuídas em diversas bacias, abrangendo os rios Caí (Montenegro e Capela de Santana), dos Sinos (São Leopoldo, Campo Bom e Taquara), Jacuí (Triunfo e Cachoeira do Sul), Gravataí (Passo das Canoas), Taquari (Taquari) e Uruguai (Itaqui e Uruguaiana).

Tendências regionais e comportamento do Rio Uruguai

Na Bacia do Taquari, a situação começa a apresentar sinais de alívio, com declínio dos níveis em municípios como Santa Tereza, Muçum, Encantado, Estrela e Lajeado. No entanto, a onda de cheia ainda se desloca para os trechos mais baixos, mantendo Bom Retiro do Sul e Vila Mariante em estado de alerta. Situação semelhante ocorre na Bacia do Caí, onde as quedas nos níveis em São Sebastião do Caí e Passo Montenegro ainda não retiram as cidades da zona de maior preocupação.

O Rio Uruguai, por sua vez, exibe um comportamento misto. Enquanto o trecho médio apresenta elevação em Iraí e Itapiranga, atingindo a cota de alerta, e São Borja registra tendência de subida, as estações de Itaqui e Uruguaiana, embora ainda acima da cota de inundação, já começam a apresentar recuo. É importante ressaltar que as previsões são baseadas em modelos hidrológicos que podem sofrer alterações conforme novas medições são incorporadas ao sistema.

Para acompanhar a situação detalhada e em tempo real de cada bacia, a população pode acessar o Monitor dos Rios, ferramenta essencial para o planejamento e segurança das comunidades ribeirinhas. O Conexrs segue acompanhando o desdobramento das condições climáticas e hidrológicas no estado, mantendo o compromisso de levar informação precisa, contextualizada e relevante para o seu dia a dia. Continue conectado ao nosso portal para atualizações sobre este e outros temas que impactam o Rio Grande do Sul.

Fonte: agorars.com