Ri Happy aposta em experiência e serviços para transformar lojas físicas em centros de lazer

Ri Happy aposta em experiência e serviços para transformar lojas físicas em centros de lazer

Economia

Em um movimento estratégico para redefinir a presença do varejo físico no Brasil, o Grupo Ri Happy iniciou uma transformação profunda em suas unidades. A rede, que é referência no setor de brinquedos, apresentou um novo modelo de negócio que prioriza a oferta de experiências em vez da simples exposição de produtos. A iniciativa, batizada internamente de “Reset”, busca adaptar a operação às mudanças nos hábitos de consumo das famílias brasileiras.

A estratégia Divertudo e a mudança no varejo físico

A nova abordagem, denominada Divertudo, propõe uma reconfiguração do espaço interno das lojas. Em vez de corredores repletos apenas de prateleiras, as unidades passam a integrar brinquedotecas, espaços para jogos de tabuleiro, cafeterias e áreas destinadas a buffets infantis. A mudança é uma resposta direta à necessidade de conferir uma nova função ao varejo físico, que enfrenta a concorrência crescente do comércio eletrônico.

Os resultados preliminares dos testes realizados em 13 unidades da rede indicam um impacto positivo na produtividade. Segundo dados da companhia, as vendas por metro quadrado apresentaram um crescimento de 77%. Além disso, a estratégia elevou o tempo médio de permanência do cliente dentro das lojas de 11 para 42 minutos, aumentando significativamente a frequência de visitas e as oportunidades de conversão em vendas.

Foco em serviços e no público adulto

A diversificação dos serviços é um pilar central para manter o fluxo de consumidores. Para a área de alimentação, a rede firmou uma parceria com a Biscoitê, visando criar cafeterias temáticas. O primeiro projeto, com ambientação da marca Barbie, está previsto para ser inaugurado até o final do ano no shopping Morumbi, em São Paulo.

Outro segmento estratégico é o público kidult — adultos que consomem brinquedos e itens colecionáveis. A implementação de luderias, com portfólios que superam 300 jogos de tabuleiro, visa atrair adolescentes e adultos, preenchendo uma lacuna de lazer fora do ambiente digital. O CEO do grupo, Thiago Rebello, aponta que essa movimentação busca explorar a nostalgia e a busca por entretenimento presencial.

Inspiração internacional e integração digital

A inspiração para o modelo veio da rede norte-americana de farmácias CVS, que reduziu a área de varejo para focar em serviços de saúde, gerando um aumento expressivo na venda cruzada. A Ri Happy busca replicar esse sucesso ao transformar suas lojas em pontos de conveniência e lazer, reduzindo a dependência exclusiva do estoque de mercadorias.

Paralelamente, a empresa aprimora sua operação digital com foco em entregas ultrarrápidas. Utilizando as lojas físicas como centros de distribuição, a rede garante entregas em até três horas ou retiradas em 90 minutos. A estratégia de omnicanalidade é reforçada por parcerias com plataformas como iFood, Shopee, TikTok Shop, 99 e Rappi, garantindo capilaridade no atendimento ao consumidor final.

Resiliência diante do cenário macroeconômico

A implementação do novo modelo ocorre em um momento de desafios para o varejo brasileiro, marcado por taxas de juros elevadas e restrição ao crédito. Apesar do cenário adverso, a gestão da Ri Happy mantém uma postura otimista, focando em variáveis que podem ser controladas internamente. A meta é consolidar a marca como a principal escolha para famílias, independentemente das oscilações econômicas.

O plano de expansão será gradual, com novas unidades já nascendo no formato flagship e as quase 300 lojas existentes passando por adaptações ao longo do tempo. O compromisso da rede é garantir que a experiência do cliente seja o diferencial competitivo em um mercado cada vez mais disputado.

Para acompanhar as próximas etapas dessa transformação e outras movimentações relevantes do mercado varejista, continue acompanhando o portal Conexrs. Nosso compromisso é levar até você informações apuradas, contextuais e essenciais para entender o cenário econômico e social do Brasil.

Fonte: seudinheiro.com