Lula lidera primeiro turno e mantém empate técnico com Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

Lula lidera primeiro turno e mantém empate técnico com Flávio Bolsonaro na disputa presidencial

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Cenário eleitoral aponta estabilidade na corrida presidencial

O cenário político brasileiro para as eleições de 2026 apresenta estabilidade, conforme revelado pela nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (10). O presidente Lula (PT) segue na liderança das intenções de voto para o primeiro turno, registrando 40%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 35%. A diferença entre os dois candidatos, que oscilou dentro da margem de erro, mantém o quadro de polarização que tem marcado o debate público nacional.

A pesquisa, que ouviu 2.001 eleitores entre os dias 7 e 9 de agosto, reflete um momento de atenção do eleitorado aos movimentos dos principais partidos. Além dos dois nomes que lideram a preferência, outros candidatos compõem o espectro da disputa: Ronaldo Caiado (PSD) marca 5%, Renan Santos (Missão) aparece com 4%, Romeu Zema (Novo) tem 3%, Samara Martins (UP) registra 2% e Augusto Cury (Avante) soma 1%. O índice de brancos e nulos é de 5%, enquanto 3% dos entrevistados não souberam ou não quiseram responder.

Disputa acirrada no segundo turno

Quando o foco se volta para uma eventual segunda etapa do pleito, o empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro se consolida. O petista marca 47% contra 44% do senador, números que demonstram a resiliência de ambos os campos políticos diante do eleitorado. Este cenário de estabilidade é observado desde a rodada anterior, divulgada em 3 de agosto, quando os índices eram de 46% e 45%, respectivamente.

O levantamento também testou o desempenho do atual presidente em outros cenários. Contra Romeu Zema, Lula alcança 47% das intenções de voto, enquanto o governador mineiro mantém 40%. Em uma disputa hipotética contra Ronaldo Caiado, o petista registra 46% contra 42% do ex-governador de Goiás, mantendo-se no limite da margem de erro. Já em um confronto com Renan Santos, o presidente venceria por 46% a 37%.

Impactos de investigações na campanha

A divulgação da pesquisa ocorre em um contexto de pressão política, após a revelação de que Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, recebeu R$ 249 mil da empresária Roberta Luchsinger. A empresária é investigada pela Polícia Federal e possui laços de amizade com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente, que também é alvo de inquéritos federais frequentemente citados pela oposição.

Ribeiro, conhecido como Marcola, havia deixado o gabinete para integrar a coordenação da campanha de reeleição, mas solicitou seu desligamento após a repercussão do caso. O assessor sustenta que o valor recebido trata-se de um empréstimo pessoal já quitado. O presidente Lula, por sua vez, solicitou esclarecimentos sobre a transação e defendeu a apuração dos fatos, reforçando a necessidade de transparência em um período eleitoral marcado pelo escrutínio rigoroso da opinião pública.

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Mais informações sobre a metodologia podem ser consultadas no registro do Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-08428/2026.

Fonte: redir.folha.com.br