Anvisa aprova novo medicamento para pacientes com câncer colorretal metastático

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Fruzaqla (fruquintinibe), novo medicamento destinado ao tratamento de pacientes adultos com câncer colorretal metastático. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (31) e amplia as alternativas terapêuticas disponíveis para pessoas que já passaram por diferentes linhas de tratamento.

O medicamento é indicado para pacientes que receberam previamente quimioterapia baseada em fluoropirimidina, oxaliplatina e irinotecano, além de terapia anti-VEGF. Em determinados casos, também é considerado o tratamento anterior com terapia anti-EGFR, especialmente quando o tumor apresenta características específicas relacionadas ao gene RAS.

O fruquintinibe atua sobre os receptores VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3, envolvidos na ação do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). Essa substância participa do processo de formação de novos vasos sanguíneos, mecanismo que pode favorecer o crescimento dos tumores. Ao bloquear essa via, o medicamento busca reduzir a formação de vasos que fornecem sangue ao tumor, dificultando sua progressão.

A aprovação da Anvisa foi baseada em estudo clínico que demonstrou benefício significativo para pacientes com câncer colorretal metastático previamente tratados. Os resultados apontaram aumento estatisticamente significativo tanto da sobrevida global quanto da sobrevida livre de progressão em comparação ao placebo associado ao melhor cuidado de suporte. A nova opção, porém, não significa que o medicamento seja indicado para todos os pacientes: a escolha do tratamento depende do estágio da doença, características moleculares do tumor, tratamentos anteriores e avaliação da equipe médica.

Câncer colorretal está entre os tumores mais frequentes no Brasil

A aprovação ocorre em um cenário de atenção crescente ao câncer colorretal no país. Também conhecido como câncer de intestino, o tumor está entre os tipos de câncer mais frequentes no Brasil. Para o período de 2026 a 2028, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 53.810 novos casos por ano, considerando câncer de cólon e reto.

O avanço no tratamento é acompanhado por iniciativas de diagnóstico precoce. Recentemente, o SUS incorporou o teste imunoquímico fecal (FIT) para o rastreamento do câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas. O exame identifica sangue oculto nas fezes e pode indicar a necessidade de investigação complementar, como a colonoscopia.

A chegada de novas terapias representa uma importante alternativa principalmente para pacientes com doença metastática que já passaram por diferentes tratamentos. A indicação e o acesso ao Fruzaqla devem seguir as regras regulatórias e a avaliação individual de cada caso por profissionais especializados.