Anvisa determina apreensão de lote de Mounjaro falsificado

Anvisa proíbe lote falsificado do remédio Mounjaro no BR

Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou a apreensão e a proibição da comercialização, distribuição e uso de um lote falsificado do medicamento Mounjaro em solo brasileiro. A medida preventiva foi tomada após a identificação de unidades adulteradas do produto no mercado nacional, representando um risco direto à saúde da população.

Identificação da fraude no medicamento

O lote alvo da restrição regulatória é o C492723, cuja validade expira em novembro de 2026. Conforme as investigações conduzidas pelo órgão regulador, as embalagens irregulares trazem a alegação de que foram fabricadas pela Eli Lilly do Brasil Ltda., empresa que detém o registro oficial do fármaco original no país. No entanto, os testes e análises comprovaram que se trata de uma falsificação grosseira.

Riscos associados ao produto irregular

Produtos farmacêuticos falsificados não passam pelos rigorosos controles de qualidade exigidos por lei, o que significa que sua composição real é desconhecida. Utilizar substâncias sem procedência garantida pode causar efeitos colaterais graves, reações alérgicas severas ou simplesmente anular o efeito terapêutico esperado, agravando condições de saúde dos pacientes.

Orientações para pacientes e farmácias

As autoridades sanitárias recomendam que qualquer pessoa que possua uma unidade do Mounjaro pertencente ao lote C492723 interrompa o uso imediatamente. Caso encontrem o produto à venda em farmácias, sites ou redes sociais, os consumidores devem notificar os órgãos de fiscalização sanitária locais ou relatar o caso diretamente à central de atendimento da Anvisa.

A recomendação é que os pacientes adquiram medicamentos exclusivamente em redes de farmácias credenciadas e exijam a nota fiscal no momento da compra para garantir a rastreabilidade e a segurança do tratamento.