A Copa do Mundo de 2026 também impulsiona outro mercado bilionário: o das apostas esportivas.
O aumento da audiência e do envolvimento emocional dos torcedores fez crescer a exposição à publicidade de plataformas de apostas, cenário que levou o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) a emitir um alerta sobre os riscos dessa estratégia de marketing.
Segundo o Idec, grandes eventos esportivos ampliam significativamente o alcance das campanhas publicitárias das bets, atingindo não apenas apostadores frequentes, mas também pessoas que normalmente não participam desse tipo de atividade. A entidade afirma que a combinação entre emoção, competição e facilidade de acesso por aplicativos pode estimular decisões impulsivas, especialmente entre consumidores mais vulneráveis.
Dados da plataforma Placar das Bets, baseada em informações do Open Finance, mostram que os brasileiros movimentaram aproximadamente R$ 530 milhões em apostas nos primeiros dias da Copa. A expectativa do mercado internacional é que o torneio gere um crescimento de cerca de 50% no volume global de apostas em relação ao Mundial de 2022.
O debate sobre a publicidade das bets ganhou força nesta semana. Paralelamente ao alerta do Idec, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) abriu investigação para apurar possíveis irregularidades na divulgação de apostas durante transmissões da Copa do Mundo, analisando se as campanhas respeitaram as regras de publicidade responsável previstas na legislação brasileira.
Especialistas em defesa do consumidor defendem que a regulamentação avance para equilibrar a liberdade econômica das empresas com a proteção da população, principalmente de jovens e pessoas suscetíveis ao vício em jogos. Enquanto o mercado segue em expansão, cresce também a discussão sobre limites para a exposição das marcas de apostas em eventos esportivos.
