Bloqueio na Ers-129 exige desvio e sistema pare e

Bloqueio na Ers-129 exige desvio e sistema pare e siga entre Encantado e Muçum

Rio Grande do Sul

A mobilidade no Vale do Taquari enfrenta um desafio logístico significativo após a interdição total da ponte sobre o rio Guaporé, na ERS-129. Para mitigar os impactos do bloqueio, que afeta a conexão direta entre os municípios de Encantado e Muçum, a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) implementou um sistema de pare e siga em uma rota alternativa estratégica para o fluxo regional.

Logística e operação do desvio na ERS-129

A operação de controle de tráfego está ativa de segunda a sexta-feira, das 6h às 19h. O objetivo central é organizar o trânsito intenso na via alternativa, garantindo que o escoamento de veículos ocorra com o máximo de segurança possível diante da interrupção da rota principal.

A alternância do fluxo é realizada em intervalos de até 20 minutos, embora esse tempo possa ser reduzido pela equipe operacional em horários de menor demanda. A recomendação das autoridades é que os motoristas planejem seus deslocamentos com antecedência, considerando que o tempo de espera pode variar conforme o volume de veículos em trânsito.

Como acessar a rota alternativa

Para quem precisa se deslocar entre Encantado e Muçum, o acesso ao desvio ocorre pela rótula situada no km 97,27 da ERS-130, na entrada de Roca Sales. A partir deste ponto, o trajeto segue pelo centro urbano de Roca Sales até o retorno à ERS-129, na altura do km 82,40, já em Muçum.

O mesmo itinerário é válido para o sentido inverso. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) reforça a necessidade de obediência rigorosa à sinalização instalada ao longo do percurso, essencial para evitar congestionamentos e acidentes em vias que não foram projetadas originalmente para absorver todo o tráfego da rodovia estadual.

Comprometimento estrutural e reconstrução

A interdição da ponte sobre o rio Guaporé foi oficializada após uma nota técnica da EGR, publicada em 30 de julho de 2026, apontar o agravamento de trincas em um dos pilares. A estrutura foi severamente afetada pelas fortes chuvas recentes, que comprometeram a integridade da fundação.

Diante da gravidade do dano, a decisão técnica foi pela reconstrução completa do pilar, descartando reparos superficiais. A proibição de tráfego é total, abrangendo todos os tipos de veículos, incluindo ambulâncias e viaturas de segurança, além de restringir completamente a passagem de pedestres por questões de segurança pública.

Cronograma de obras e estabilização

Atualmente, a EGR mobiliza empresas especializadas para a instalação de escoramentos metálicos no tabuleiro da ponte. Esta medida emergencial visa garantir a estabilidade da estrutura e prevenir um colapso, permitindo que os engenheiros avaliem a viabilidade de liberar, futuramente, a circulação controlada de pedestres e veículos leves.

O projeto executivo para a reconstrução do pilar tem previsão de conclusão para o dia 5 de agosto de 2026. Após essa etapa, a estimativa é de que a obra física demande cerca de 45 dias, prazo que permanece condicionado às condições climáticas da região. Somente após a conclusão e testes de segurança o tráfego será normalizado.

O Conexrs segue acompanhando de perto a situação das rodovias no Rio Grande do Sul e os desdobramentos desta obra vital para o Vale do Taquari. Continue acessando nosso portal para se manter informado com notícias apuradas, contexto regional e a cobertura completa dos fatos que impactam o seu dia a dia.

Fonte: agorars.com