Brasil amplia comércio com Índia e retoma diálogo sobre tarifaço

Brasil fecha acordo com a Índia e retoma diálogo sobre tarifas

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O governo brasileiro firmou um memorando de entendimento com a Índia para diversificar parceiros comerciais, reduzir a dependência de mercados tradicionais e impulsionar novos negócios entre as nações.

Acordo estratégico para impulsionar exportações

A parceria foi oficializada na sede da ApexBrasil, em Brasília, por meio de um acordo com a Confederação das Indústrias Indianas. O documento estabelece o intercâmbio de dados de mercado, o compartilhamento de melhores práticas e o incentivo à internacionalização de pequenas e médias empresas.

Embora o pacto não crie obrigações jurídicas vinculantes, ele estabelece uma base institucional sólida para atrair investimentos e facilitar negócios conjuntos. A meta estabelecida é ambiciosa: elevar o comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. No último ano, as trocas comerciais somaram US$ 15,2 bilhões, impulsionadas por expressivos aumentos nas exportações e importações.

Sectores prioritários e metas de expansão

A aproximação abrange setores estratégicos cruciais para a economia nacional, incluindo a indústria farmacêutica, biocombustíveis, fertilizantes, dispositivos médicos e a exploração conjunta de minerais críticos, com foco no desenvolvimento de tecnologia própria.

A ApexBrasil já mapeou 378 novas oportunidades para mercadorias brasileiras no mercado asiático. Paralelamente, o governo planeja expandir o acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Índia, ampliando a lista atual de 450 linhas de produtos.

Retomada de negociações comerciais com os Estados Unidos

Enquanto firma alianças na Ásia, o país se prepara para retomar o diálogo com os Estados Unidos em meio ao impacto de sobretaxas a produtos nacionais. Uma reunião virtual foi agendada para a próxima segunda-feira entre representantes do alto escalão do governo brasileiro e a chancelaria americana.

O diálogo bilateral foi reaberto após contato direto entre os chefes de Estado das duas nações, viabilizando discussões sobre listas de exceções tarifárias e a aplicação da Lei de Reciprocidade sem exigência de concessões unilaterais prévias.

Para mitigar os danos às empresas locais, o governo mantém programas de suporte, como o Brasil Soberano. A estratégia oficial une a expansão agressiva em novos mercados internacionais e a defesa firme dos interesses nacionais frente a barreiras protecionistas externas.