Citi apresenta carteira de ações para enfrentar a volatilidade das eleições

Citi apresenta carteira de ações para enfrentar a volatilidade das eleições

Economia

A disputa eleitoral no Brasil está em um momento crítico, gerando uma instabilidade política que reflete diretamente no mercado financeiro. As oscilações das ações na bolsa têm sido intensas, e para investidores que desejam evitar os riscos associados a essa montanha-russa, o Citi atualizou sua carteira de ações voltada para o longo prazo.

Denominada MVP, a seleção de ações do Citi não se refere apenas a Most Valuable Players, mas sim a Minimum Volatility Portfolio, ou seja, uma carteira de mínima volatilidade. Essa estratégia visa mitigar os impactos das oscilações do mercado, permitindo que os investidores se beneficiem do potencial de valorização das ações, mesmo em tempos de incerteza.

Alterações na carteira do Citi

Na última atualização da carteira MVP, o Citi fez várias mudanças significativas. As ações de Smart Fit (SMFT3), Itaú Unibanco (ITUB4), Bradsaúde (SAUD3), Motiva (MOTV3), Eneva (ENEV3) e Cury (CURY3) foram retiradas da seleção.

Por outro lado, entraram na carteira ações de empresas como XP, que é negociada na Nasdaq e disponível no Brasil por meio do BDR XPBR31, além de BTG Pactual (BPAC11), Hypera (HYPE3), Ecorodovias (ECOR3) e Sabesp (SBSP3).

Com essas alterações, a nova composição da carteira é a seguinte: XP (XPBR31), BTG Pactual (BPAC11), Prio (PRIO3), Rede D’Or (RDOR3), Hypera (HYPE3) e Ecorodovias (ECOR3), cada uma com peso de 5%. Já Multiplan (MULT3), Embraer (EMBJ3), Vale (VALE3), Petrobras (PETR3), Axia (AXIA3), Sabesp (SBSP3) e Vivara (VIVA3) têm um peso de 10% cada, destacando-se Vivara, que teve sua participação dobrada na carteira.

Fatores que influenciam as escolhas do Citi

Com a disputa eleitoral se tornando cada vez mais acirrada, o Citi busca um equilíbrio entre ações defensivas e aquelas que podem se beneficiar de diferentes cenários políticos e econômicos. Um dos cenários considerados pelo banco prioriza ações defensivas e empresas que estão ligadas a programas governamentais, como o Minha Casa, Minha Vida.

Em caso de uma vitória da oposição, a preferência do Citi recai sobre papéis de maior duração, que tendem a se beneficiar mais de uma eventual queda nas taxas de juros a longo prazo. Os analistas do banco afirmam que, com a constante mudança nas intenções de voto, passaram a favorecer ações que apresentam maior duração, ou seja, aquelas que têm uma parte significativa de seu valor atrelada a fluxos de caixa futuros.

Além disso, o Citi vê uma vantagem do mercado acionário brasileiro em relação a outras bolsas emergentes. O banco acredita que o Brasil pode se beneficiar de um movimento “anti-IA”, devido à forte presença de empresas de setores tradicionais, como commodities e instituições financeiras, na bolsa. Assim, o Ibovespa e as ações brasileiras mais resilientes podem servir como uma proteção para portfólios globais que estão cada vez mais concentrados em empresas ligadas à inteligência artificial.

Critérios de seleção das ações MVP

A carteira MVP é composta por 10 a 15 ações, com o objetivo de superar o desempenho do Ibovespa em horizontes mais longos. As ações selecionadas recebem pesos de 5%, 10% ou 15%. O Citi adota uma abordagem bottom-up para escolher os papéis, considerando tanto os fundamentos das empresas quanto fatores macroeconômicos que podem impactar cada negócio.

Apesar da estratégia, a carteira MVP não conseguiu superar o Ibovespa nos últimos tempos. Nos últimos 30 dias, a carteira teve uma alta de 8,6%, enquanto o índice avançou 11,1%. No acumulado do ano, a seleção subiu 7,4%, em comparação com 15,2% do Ibovespa. Desde sua criação, a carteira acumula uma valorização de 51,7%, ainda abaixo dos 61,7% do índice no mesmo período.

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Fonte: seudinheiro.com