Colheita de milho em Mato Grosso do Sul avança para 37,3% da área cultivada

Colheita de milho em Mato Grosso do Sul avança para 37,3% da área cultivada

Geral

Ritmo da colheita e panorama regional

O campo em Mato Grosso do Sul vive um momento decisivo para a economia agrícola. De acordo com o levantamento mais recente do Projeto Siga-MS, vinculado à Aprosoja/MS, a colheita da segunda safra de milho 2025/26 atingiu a marca de 37,3% da área total cultivada até a última sexta-feira (31). Esse volume representa aproximadamente 823 mil hectares já processados pelas máquinas.

Ao comparar com o ciclo anterior, 2024/25, observa-se um ritmo ligeiramente mais contido, com um atraso de 5,4 pontos porcentuais. A distribuição geográfica do trabalho mostra que a região sul lidera o processo, com 38,6% da área colhida, seguida de perto pela região norte, com 37,5%, e pela região centro, que registra 33,1% de avanço.

Desafios climáticos e produtividade esperada

Apesar do progresso constante, o setor produtivo mantém atenção redobrada aos boletins meteorológicos. A Aprosoja/MS alerta que a fase de maior concentração da colheita coincide com previsões de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento, especialmente nas regiões sudoeste, sul, sudeste e leste do estado. Tais condições podem restringir a janela operacional, dificultando a entrada de maquinário pesado nas lavouras nos próximos dias.

Mesmo com esses desafios, as projeções para a safra permanecem estáveis. A estimativa é de que a área cultivada alcance 2,206 milhões de hectares, com uma produtividade média projetada em 84,2 sacas por hectare. A expectativa total de produção é de 11,139 milhões de toneladas, um número que sustenta a relevância do estado no cenário do agronegócio nacional.

Mudança estratégica no uso do solo

Um dado que chama a atenção nesta safra é a alteração no perfil de ocupação das terras. Atualmente, o milho ocupa cerca de 46% da área que foi cultivada com soja no ciclo anterior. Em anos passados, essa proporção chegava a 75%. Essa mudança reflete uma estratégia de diversificação adotada pelos produtores rurais.

Muitos agricultores têm optado por culturas alternativas, como sorgo, milheto e o uso de pastagens em áreas que fogem da janela ideal estabelecida pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). Essa adaptação busca mitigar riscos e otimizar o aproveitamento do solo ao longo de todo o ano agrícola, garantindo maior resiliência ao sistema produtivo estadual.

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Fonte: canalrural.com.br