Impacto do amistoso no cronograma da Neo Química Arena
A realização do amistoso entre as seleções femininas de Brasil e Estados Unidos, ocorrido em 6 de junho, gerou um efeito cascata nos planos de manutenção da Neo Química Arena. O compromisso, selado entre a gestão do então presidente Osmar Stabile e a CBF, acabou postergando a necessária reforma do gramado do estádio corintiano.
Conforme apurado, o planejamento original entre o clube e a World Soccer, empresa que cuida do piso desde 2014, previa a troca completa do gramado logo após o duelo contra o Platense, pela Libertadores, em 27 de maio. No entanto, a priorização do evento da entidade máxima do futebol brasileiro alterou drasticamente a logística de recuperação do campo.
Desafios técnicos e prazos de recuperação
A substituição do gramado no estádio exige um período técnico rigoroso de 56 dias, ou oito semanas, para garantir a qualidade ideal do piso. Com a inclusão do amistoso no calendário, a World Soccer teve seu tempo de trabalho reduzido para aproximadamente 40 dias, o que comprometeu a eficácia do processo de renovação.
Apesar de o prazo ser de conhecimento da diretoria desde o início do ano, a decisão de seguir com o evento foi mantida. O resultado foi uma pressão maior sobre a equipe técnica, que precisou lidar com um período de maturação do gramado significativamente menor do que o recomendado para o padrão de excelência da arena.
Repercussão interna e insatisfação técnica
Nos bastidores do clube, a situação gerou desconforto. Embora o Corinthians tenha divulgado projeções de recuperação gradual — estimando 90% das condições ideais para o jogo contra o Remo em 23 de julho e 95% diante do Athletico-PR em 30 de julho —, a avaliação interna foi distinta. Relatos indicam que o gramado apresentou uma piora visível entre essas duas partidas, gerando críticas de figuras centrais como o técnico Fernando Diniz e o executivo de futebol Marcelo Paz.
Fontes ligadas ao clube sugerem que o acordo com a CBF foi um movimento estratégico de aproximação política entre Osmar Stabile e a cúpula da entidade. A relação estreita ficou evidente quando, poucos dias após o amistoso, o dirigente corintiano viajou aos Estados Unidos a convite da confederação para acompanhar a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo masculina, no dia 13 de junho.
O caso ilustra o complexo equilíbrio entre as demandas comerciais e as necessidades operacionais de um estádio de alto nível. Para acompanhar os desdobramentos sobre a gestão do estádio e outras notícias relevantes do cenário esportivo, continue navegando pelo portal Conexrs, seu compromisso diário com a informação apurada e transparente.
Fonte: noticiasaominuto.com.br
