O governo federal trabalha para que os recursos do Plano Safra 2026/27, com taxas de juros equalizadas, estejam plenamente disponíveis para contratação pelos produtores rurais ainda no mês de julho. A afirmação foi feita pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Guilherme Campos, que buscou tranquilizar o setor diante da expectativa pela liberação dos montantes.
Cronograma e disponibilidade de recursos
De acordo com o secretário, não há atrasos no cronograma de oferta do crédito. O processo de operacionalização segue o rito tradicional, que envolve o anúncio oficial seguido pela adequação dos sistemas das instituições financeiras às diretrizes estabelecidas pelo programa. Segundo Guilherme Campos, o processo encontra-se na fase final de ajustes técnicos, garantindo que o acesso ao financiamento seja normalizado para todos os perfis de agricultores nos próximos dias.
Avaliação sobre as taxas de juros
Um dos pontos destacados pelo representante do Mapa é a competitividade das taxas oferecidas nesta edição do plano. Em um cenário onde a taxa Selic se encontra em 14,25%, o secretário classificou como muito barato o custo do crédito para o custeio, especialmente para os agricultores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que conta com juros fixados em 9% ao ano.
Desafios e críticas do setor agropecuário
O Plano Safra 2026/27 totaliza R$ 610,3 bilhões, sendo R$ 525,1 bilhões destinados à agricultura empresarial e R$ 85,2 bilhões voltados à agricultura familiar. Embora o montante represente uma alta nominal em comparação aos R$ 594,4 bilhões da safra anterior, o setor produtivo mantém um tom de cautela. Representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) apontam que as condições de financiamento ainda são insuficientes para atender às demandas reais do campo.
A principal crítica recai sobre a redução dos recursos destinados especificamente ao custeio. Com um total de R$ 384,9 bilhões nesta modalidade, o programa apresenta uma queda de 7,18% em relação ao ciclo 2025/26. Como essa linha é fundamental para cobrir despesas imediatas como a compra de sementes, fertilizantes e defensivos, a diminuição gera preocupação sobre a viabilidade econômica de parte dos produtores para a próxima temporada.
O Conexrs segue acompanhando de perto os desdobramentos da liberação do crédito rural e os impactos das políticas públicas no agronegócio brasileiro. Continue acessando nosso portal para se manter informado sobre economia, política e as principais tendências que movem o setor produtivo nacional.
Fonte: canalrural.com.br
