O Centro Cultural da UFRGS prepara-se para receber uma proposta artística que rompe com a barreira tradicional entre obra e espectador. A partir do dia 21 de julho, às 18h30, o espaço abre as portas para a exposição individual “Um campo vibrátil”, da artista e pesquisadora Elaine Stankiwich. A mostra propõe uma imersão que vai além do olhar, convidando o público a interagir com objetos e instalações que privilegiam a experiência tátil e sensorial.
A proposta estética e o convite ao toque
A exposição é estruturada em quatro núcleos distintos: tátil, sonoro, visual e gestual. A curadoria busca explorar a sinestesia, permitindo que o visitante compreenda a arte por meio de diferentes estímulos. O uso de materiais como papéis, tecidos e linhas cria um ambiente onde o corpo e o espaço se tornam parte integrante da obra.
Um dos pontos centrais da mostra é a obra “Medusa”, que incentiva o chamado toque háptico. Esta prática, frequentemente associada à forma como pessoas cegas exploram o mundo, propõe um movimento de descoberta sobre texturas, densidades e contornos, desafiando o visitante a abandonar a postura passiva diante da arte.
Diálogo entre som, movimento e cinema
Além das peças táteis, a exposição incorpora elementos sonoros e performáticos. A instalação suspensa “Água viva” foi concebida para dialogar diretamente com a acústica do ambiente, criando uma atmosfera que envolve o espectador. A abertura contará com uma performance da própria Elaine Stankiwich, que traduzirá a poética da exposição em gestos e movimentos.
A experiência se estende para além da presença física no local. Durante o período de visitação, o público poderá conferir o filme experimental “Partituras para um gesto”, dirigido por Gabriel Celestino. A obra audiovisual documenta a pesquisa gestual da artista, oferecendo uma camada adicional de compreensão sobre o seu processo criativo.
Trajetória e reconhecimento da artista
Elaine Stankiwich é uma figura ativa no cenário das artes visuais contemporâneas. Mestra em Artes Visuais e atualmente doutoranda em Poéticas Visuais pela UFRGS, sua trajetória é marcada pela investigação profunda entre a materialidade dos objetos e a presença do corpo. A artista possui passagens por eventos de relevância, como a II Bienal de Arte Têxtil Contemporânea e a Bienal Caixa de Novos Artistas.
O reconhecimento de seu trabalho também se consolidou com o Prêmio Sesc-RS de Artes Visuais, recebido em 2025, mesmo ano em que apresentou a mostra individual “A poética do corpo no espaço” em Caxias do Sul. A atual exposição, que conta com texto crítico de Gabriela Motta, foi viabilizada pelo Edital de Ocupação 2026 do Centro Cultural da UFRGS.
Serviço e visitação
A mostra “Um campo vibrátil” permanece aberta ao público na Sala Laranjeira até o dia 9 de setembro. O acesso é gratuito, com visitação disponível de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. É uma oportunidade para o público gaúcho vivenciar uma arte que, em vez de exigir distância, pede proximidade e exploração.
Continue acompanhando o Conexrs para se manter informado sobre as principais movimentações culturais, eventos e notícias que impactam a sociedade. Nosso compromisso é levar até você uma cobertura aprofundada e contextualizada, valorizando a produção artística e o conhecimento em todas as suas formas.
Fonte: agorars.com
