O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, determinou que a Polícia Federal apresente, em até 24 horas, informações sobre o celular de Daniel Vorcaro, apreendido durante investigações relacionadas ao Banco Master. O despacho foi assinado no último sábado (12) e surge em meio a pressões de outros magistrados para que os dados do aparelho sejam divulgados integralmente.
A solicitação de Fachin ocorre após o ministro André Mendonça expressar preocupações sobre a liberação dos dados, afirmando que isso poderia comprometer as investigações em curso. Mendonça destacou que a entrega das informações poderia resultar em violações ao dever estatal de investigar.
Pressão por acesso integral aos dados
Outros ministros, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, têm defendido que a divulgação dos documentos não deve ser seletiva. Eles argumentam que a transparência é essencial para a integridade das investigações sobre o Banco Master.
Desdobramentos da investigação
O julgamento relacionado ao celular de Vorcaro está marcado para a próxima terça-feira (15) e pode resultar na abertura de uma investigação contra Moraes ou na anulação de documentos que mostram diálogos entre ele e Vorcaro. A Procuradoria-Geral da República (PGR) fez um pedido formal nesse sentido em 1º de setembro.
Reações e posicionamentos
Mendonça, em resposta à pressão por acesso aos dados, afirmou que não se pode falar em violação da igualdade entre os julgadores, já que ele também não possui acesso aos documentos. A situação levanta questões sobre a transparência e a equidade no processo judicial.
Custódia do material apreendido
Fachin, em seu despacho, intimou a Polícia Federal a informar sobre a custódia do material e o estado em que se encontra o celular de Vorcaro. Embora a ordem não obrigue a PF a fornecer os dados extraídos do aparelho, a expectativa é que isso possa influenciar o andamento das investigações.
Fonte: redir.folha.com.br
