Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 1.450; resgates seguem diante de milhares de desaparecidos

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Novo balanço oficial amplia dimensão da tragédia provocada pelos terremotos de magnitudes 7,5 e 7,2. Equipes de busca continuam retirando sobreviventes dos escombros enquanto cresce a pressão por ajuda humanitária internacional.

Os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) continuam elevando o número de vítimas. Neste domingo (28), o governo venezuelano atualizou o balanço oficial para 1.450 mortos e 3.150 feridos, enquanto milhares de pessoas permanecem desaparecidas. O aumento nas vítimas ocorreu à medida que as equipes de resgate conseguiram acessar áreas antes isoladas, especialmente no estado costeiro de La Guaira, um dos mais devastados pela sequência de abalos.

Segundo as autoridades, os trabalhos de busca permanecem ininterruptos. Apenas neste fim de semana, 33 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros, alimentando a expectativa de novos sobreviventes. Entretanto, o cenário segue crítico diante da destruição de centenas de edifícios, interrupção de serviços essenciais e dificuldades de acesso às regiões mais atingidas. Estimativas da ONU apontam que dezenas de milhares de pessoas ainda podem estar desaparecidas ou desalojadas.

O desastre é considerado o mais grave registrado na Venezuela em mais de um século. Os tremores de magnitudes 7,5 e 7,2, ocorridos com menos de um minuto de intervalo, provocaram colapsos estruturais em Caracas, La Guaira e municípios vizinhos. Desde então, centenas de réplicas vêm sendo registradas, aumentando o risco para moradores e equipes de resgate e dificultando a avaliação completa dos danos.

Diversos países continuam enviando apoio humanitário. O Brasil já despachou aeronaves da Força Aérea Brasileira com medicamentos, alimentos, equipamentos de resgate e equipes especializadas. O Ministério das Relações Exteriores também confirmou anteriormente a morte de dois brasileiros na tragédia e mantém assistência consular às famílias das vítimas. Enquanto isso, autoridades venezuelanas alertam que o número de mortos ainda pode crescer nos próximos dias conforme novas áreas sejam alcançadas pelas operações de busca.