Ativistas e lideranças sociais se reuniram em Brasília para o lançamento oficial do Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil: O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026. Coordenada pela Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), a iniciativa busca colocar pautas de equidade, justiça e vida digna no centro das discussões políticas do país.
H2 O Pacto do Bem Viver na política brasileira H3 Reparação histórica e combate às desigualdades O documento propõe um modelo de gestão pública focado na solidariedade e no cuidado mútuo, combatendo os reflexos estruturais deixados por mais de três séculos de escravidão. Segundo lideranças do movimento, o objetivo é garantir que as mulheres pretas e pardas deixem de ser vistas apenas como destinatárias de ações sociais e passem a ocupar cargos de liderança no Executivo e no Legislativo.
H2 Desafios nas urnas e baixa representatividade H3 Falta de apoio partidário e recursos financeiros Durante o evento, as participantes criticaram a pouca valorização das candidaturas femininas por parte dos partidos políticos, apontando a distribuição insuficiente de verbas do Fundo Eleitoral. Dados oficiais mostram que o cenário contrasta com a demografia nacional: embora representem cerca de 28% da população brasileira, as mulheres negras ainda enfrentam barreiras severas para acessar espaços de poder, reflexo direto do racismo e do sexismo estruturais.
H2 O enfrentamento ao tecno-autoritarismo H3 Ataques virtuais e ameaças aos direitos sociais As ativistas também alertaram sobre a existência de uma estratégia global e nacional para desconstruir garantias fundamentais. O grupo denunciou o uso de narrativas digitais por plataformas tecnológicas — fenômeno chamado de tecno-autoritarismo — que tentam vender a perda de direitos sociais como avanço, além de promover discursos de ódio contra minorias e comunidades periféricas.
H2 Aliança intergeracional e ocupação de espaços O pacto reuniu diferentes gerações de mulheres, incluindo jovens lideranças, acadêmicas e representantes da comunidade LGBTQIA+. A presença de mulheres trans e travestis no debate reforçou a urgência de políticas públicas voltadas para grupos historicamente marginalizados, visando transformar de vez as estruturas de poder e garantir cidadania plena para toda a população.
