Um novo terremoto de magnitude 4,9 foi registrado na costa norte da Venezuela nesta sexta-feira (26), aumentando a tensão em um país que ainda enfrenta as consequências dos fortes abalos sísmicos ocorridos na última quarta-feira (24). O tremor foi sentido em cidades como Caracas e Maracay e reacendeu o medo da população, que convive com réplicas frequentes enquanto equipes de resgate seguem procurando sobreviventes.
Segundo o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), o novo abalo faz parte da sequência de réplicas esperadas após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o país com apenas 39 segundos de intervalo — os mais intensos registrados na Venezuela desde 1900. Especialistas explicam que esse tipo de atividade sísmica pode persistir por dias ou até semanas, embora normalmente apresente intensidade inferior ao evento principal.
Enquanto a terra continua tremendo, a crise humanitária se agrava. As autoridades venezuelanas informaram que o número de mortos chegou a pelo menos 920, enquanto 3.360 pessoas ficaram feridas. Outras 172 seguem desaparecidas, presas sob os escombros de edifícios destruídos. Entre as vítimas fatais estão cidadãos estrangeiros, incluindo brasileiros, portugueses, espanhóis e chineses.
As operações de resgate enfrentam dificuldades devido às constantes réplicas, ao risco de novos desabamentos e à escassez de equipamentos pesados em algumas regiões. A área de La Guaira permanece como uma das mais afetadas, com bairros inteiros destruídos. Paralelamente, diversos países intensificaram o envio de ajuda humanitária, incluindo o Brasil, que despachou um segundo voo da Força Aérea Brasileira transportando hospital de campanha, equipes médicas, medicamentos e purificadores de água para reforçar o atendimento às vítimas.
Especialistas alertam que novos tremores ainda podem ocorrer nos próximos dias, já que réplicas são comuns após terremotos de grande magnitude. As autoridades seguem orientando a população a evitar edifícios danificados, permanecer em áreas abertas durante novos abalos e acompanhar apenas informações divulgadas pelos órgãos oficiais de emergência.
