Patrimônio de Romeu Zema cresce R$ 49 milhões em quatro anos

Patrimônio de Romeu Zema cresce R$ 49 milhões em quatro anos

Política

Evolução patrimonial na corrida presidencial

O ex-governador de Minas Gerais e atual candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, registrou um crescimento expressivo em seus bens declarados à Justiça Eleitoral. Conforme os dados apresentados nesta quinta-feira (6), o patrimônio do político saltou para R$ 178,8 milhões, um incremento de R$ 49,1 milhões em comparação aos valores informados nas eleições de 2022.

Este movimento financeiro representa uma variação positiva de 38% no período. Para fins de comparação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, acumulou 19% nos últimos quatro anos. O aumento coloca o nome de Zema em evidência no debate sobre as finanças dos candidatos que buscam o comando do Palácio do Planalto em 2026.

Origem dos bens e investimentos

A estrutura do patrimônio de Romeu Zema reflete sua trajetória como empresário, com atuação consolidada nos setores de varejo, combustíveis e serviços financeiros. A maior parte de seus ativos está concentrada em uma holding familiar, que soma R$ 94 milhões. Além disso, o presidenciável declarou R$ 56,2 milhões em fundos de investimentos e R$ 4,3 milhões em aplicações de renda fixa.

Em 2022, quando foi reeleito para o governo mineiro, o candidato havia declarado R$ 129,7 milhões. Naquela ocasião, sua participação societária na empresa Ricardo Zema Participações, avaliada em R$ 72,3 milhões, já figurava como o principal item de seu portfólio. O grupo empresarial, fundado em Araxá (MG), mantém uma presença histórica na economia regional, sendo gerido pela família do político, que é formado em administração pela FGV.

Comparativo histórico e cenário eleitoral

Ao analisar um recorte temporal mais amplo, o crescimento do patrimônio de Zema torna-se ainda mais evidente. Desde 2018, quando disputou o governo estadual pela primeira vez, seus bens declarados subiram de R$ 69,7 milhões para os atuais R$ 178,8 milhões, uma alta de 150%. No mesmo intervalo, a inflação acumulada pelo IBGE foi de 51%.

A declaração de bens é uma etapa obrigatória do registro de candidatura, que deve ser finalizado até o dia 15 de agosto. Até o momento, além de Zema, apenas a candidata Samara (UP) apresentou seus dados à Justiça Eleitoral, declarando R$ 33 mil em bens. O vice na chapa do Novo, o senador Eduardo Girão (CE), também teve seus números revelados, totalizando R$ 34,1 milhões, valor que inclui depósitos bancários no exterior.

A assessoria de imprensa do candidato foi procurada para comentar a variação nos valores, mas não houve retorno até o fechamento desta reportagem. O Conexrs segue acompanhando o desenrolar das candidaturas e o impacto dessas informações no cenário político nacional, mantendo você informado com apuração rigorosa e contexto sobre os principais nomes da disputa eleitoral.

Fonte: redir.folha.com.br