Rio Grande do Sul registra a primeira morte por dengue em 2026

Rio Grande do Sul Saúde

O governo gaúcho confirmou nesta sexta-feira (17) o primeiro óbito por dengue do ano no Rio Grande do Sul. A vítima é uma idosa de 83 anos, com comorbidades, residente do município de Jacutinga, no Norte do Estado. O óbito ocorreu no dia 15 de abril.

A confirmação reforça o alerta para a circulação do vírus da dengue no território gaúcho e a importância da adoção de medidas de prevenção, bem como da busca imediata por atendimento de saúde diante dos primeiros sintomas da doença.

“Lamento muito a perda desta vida e me solidarizo com os familiares. Reforço a importância de as pessoas buscarem atendimento médico assim que surgirem os primeiros sinais e sintomas. O diagnóstico e o acompanhamento precoces são fundamentais para evitar o agravamento do quadro e reduzir o risco de complicações e óbitos, especialmente entre idosos, gestantes e pessoas com comorbidades”, alertou a secretária da Saúde, Lisiane Fagundes.

Sintomas

* febre alta, com duração de dois a sete dias
* dor atrás dos olhos (dor retroorbital)
* dor de cabeça
* dores no corpo e nas articulações
* mal-estar geral
* náusea e vômitos
* diarreia
* manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira

Prevenção

A dengue é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que se reproduz em locais com água parada. Por isso, a principal forma de prevenção é eliminar possíveis criadouros, tanto dentro quanto fora das residências. A participação da população é essencial para reduzir a proliferação do mosquito e controlar a transmissão da doença.

Entre as medidas recomendadas, estão:

* utilizar telas em portas e janelas e repelentes em áreas de maior transmissão
* remover recipientes que possam acumular água, como pneus, garrafas, latas e vasos
* manter caixas d’água e reservatórios devidamente vedados
* desobstruir calhas, ralos e lajes, evitando o acúmulo de água

Vacinação

Desde 2024, o Brasil passou a oferecer vacina contra a dengue pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O público-alvo atual são crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que apresenta elevado risco de hospitalizações pela doença.

Inicialmente, a vacinação ocorreu em áreas priorizadas pelo Ministério da Saúde, mas desde fevereiro deste ano a estratégia foi ampliada para todos os municípios, mantendo a mesma faixa etária elegível.