Com cinco medalhas, Brasil termina Mundial de paraciclismo de estrada em Huntsville

Com cinco medalhas, Brasil termina Mundial de paraciclismo de estrada em Huntsville

Esporte

Desempenho brasileiro em Huntsville

O Brasil encerrou sua participação no Campeonato Mundial de paraciclismo de estrada, realizado em Huntsville, nos Estados Unidos, com um saldo expressivo de cinco medalhas. A competição, que reuniu a elite do esporte adaptado mundial, serviu como palco para a consolidação de nomes importantes do ciclismo nacional, que enfrentaram trajetos desafiadores e adversários de alto nível técnico.

O encerramento do evento, ocorrido na segunda-feira (7), foi marcado pelo desempenho da paranaense Victoria Barbosa. Na prova de resistência da classe C1, destinada a atletas com deficiências motoras severas que utilizam bicicletas convencionais, ela garantiu a medalha de bronze. O pódio foi completado pela chinesa Wangwei Qian, que levou o ouro, e pela australiana Tahlia Clayton-Goodie, que ficou com a prata.

Consistência e superação nas pistas

Para Victoria Barbosa, o Mundial de Huntsville teve um sabor especial de superação. A medalha conquistada no último dia de provas foi a segunda da atleta na competição. No sábado (5), ela já havia subido ao pódio ao conquistar o bronze no contrarrelógio da classe C1, repetindo o confronto direto com Clayton-Goodie e Qian, que também figuraram entre as primeiras colocadas naquela ocasião.

Em suas redes sociais, a ciclista destacou a importância do resultado para sua trajetória profissional. “Essa medalha tem um significado enorme, porque representa todo o trabalho, a dedicação e a entrega de cada dia. Queria mais, é claro, mas nem sempre as coisas acontecem da forma que imaginamos”, afirmou a atleta, reforçando o compromisso com o ciclo de treinamentos que a levou ao pódio internacional.

Destaques nas classes C5 e WH3

Além de Victoria, outros nomes do paraciclismo brasileiro brilharam em solo norte-americano. No sábado (5), o paulista Lauro Chaman conquistou o bronze no contrarrelógio da classe C5, categoria que engloba atletas com comprometimentos físico-motores mais leves. Chaman, um dos nomes mais experientes da modalidade, enfrentou uma disputa acirrada contra o norte-americano Elouan Gardon e o holandês Daniel Gebru.

Já no domingo (6), foi a vez de Jady Malavazzi elevar o patamar do Brasil na classe WH3, voltada para cadeirantes que utilizam handbikes. A paranaense sagrou-se vice-campeã mundial na prova de resistência, ficando atrás apenas da francesa Anais Vincent. O bronze da categoria foi para a australiana Lauren Parker, que também foi protagonista na abertura do quadro de medalhas brasileiro.

A primeira conquista do país no evento ocorreu na sexta-feira (4), com Jéssica Messali. A paulista garantiu o bronze no contrarrelógio da classe WH3, em uma prova dominada por Parker e Vincent. O desempenho coletivo em Huntsville reafirma a força do paraciclismo brasileiro no cenário esportivo global, demonstrando a evolução técnica e o investimento contínuo na preparação dos atletas para competições de alto rendimento.

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Fonte: noticiasaominuto.com.br