Ministros do STF avaliam suspeição de Kassio e Fux em meio a crise institucional

Ministros do STF avaliam suspeição de Kassio e Fux em meio a crise institucional

Política

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) próximos a Alexandre de Moraes estão considerando alegar a suspeição dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux durante o julgamento marcado para terça-feira (15). Este será o primeiro encontro do plenário para discutir a crise sem precedentes que atinge a corte.

A estratégia, apoiada por Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, visa questionar se Kassio e Fux, aliados de André Mendonça, podem participar da votação, dado o suposto envolvimento de seus filhos com o Banco Master.

Contexto da Crise no STF

A crise atual no STF se intensificou com as alegações de abuso de autoridade e métodos ilegais por parte de Mendonça. Moraes e seus aliados acreditam que, se a intenção é “limpar” o Supremo, é essencial expor as falhas de todos os ministros em uma única sessão. Um magistrado descreveu a próxima reunião como uma “carnificina institucional” em potencial.

Suspeições e Conflitos de Interesse

A questão de ordem a ser apresentada deve destacar que uma consultoria ligada ao filho de Kassio, Kevin Marques, recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master. Além disso, Rodrigo Fux, filho de Fux, foi convidado para um evento VIP em 2025, organizado pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Os ministros aliados de Moraes consideram que essas informações podem indicar um conflito de interesse, o que precisa ser analisado antes do julgamento das mensagens enviadas por Vorcaro.

Divisão nas Decisões do STF

Embora o ministro Dias Toffoli tenha se declarado suspeito em casos relacionados ao Banco Master, a expectativa é de que a corte não ignore o relatório que o aponta como beneficiário de um fundo que recebeu R$ 35 milhões de Vorcaro. A pressão para que todos os casos sejam discutidos em conjunto continua a aumentar.

Desdobramentos Futuros

Gilmar Mendes já propôs que os casos de Moraes e Mendonça sejam julgados em conjunto, mas o presidente do STF, Edson Fachin, rejeitou a solicitação. Fachin manteve a sessão sobre Moraes para terça-feira e adiou a análise das alegações contra Mendonça para o dia 23, criando uma expectativa de que o julgamento possa ser interrompido.

Com a decisão de Fachin de separar os julgamentos, pelo menos cinco ministros acreditam que a interrupção do caso é uma possibilidade real, o que pode impactar a dinâmica da corte e a percepção pública sobre a sua integridade.

Fonte: redir.folha.com.br