Bessent projeta aumento na oferta de petróleo e minimiza tensões comerciais com Canadá

Bessent projeta aumento na oferta de petróleo e minimiza tensões comerciais com Canadá

Geral

Perspectivas para o mercado global de energia

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, trouxe uma visão otimista sobre a estabilização dos preços de energia durante um evento de macroeconomia realizado nesta terça-feira (8). Segundo o gestor da pasta, a resolução dos conflitos armados no Irã e na Ucrânia deve resultar em uma oferta significativamente mais abundante de petróleo no mercado internacional. Bessent classificou a atual escalada nos preços de combustíveis como um fenômeno de curto prazo, apostando na normalização das cadeias produtivas globais após o arrefecimento das tensões geopolíticas.

Impactos da disputa comercial com o Canadá

Além das questões energéticas, o secretário abordou o embate comercial entre Washington e Ottawa. Bessent minimizou os riscos inflacionários decorrentes da disputa, estimando que o impacto sobre a economia norte-americana seria de apenas 0,02%. O tom do secretário foi de cobrança em relação à postura do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, sugerindo que o foco do governo vizinho deveria migrar da retórica política para a gestão administrativa.

Estabilidade do crédito e estratégia fiscal

O titular do Tesouro aproveitou a ocasião para defender a política de recompra de títulos executada em agosto. A medida, segundo ele, foi fundamental para garantir liquidez e criar mercado para papéis mais antigos em um período de volatilidade. Bessent reforçou que a confiança dos investidores na dívida pública dos Estados Unidos permanece sólida. Como argumento, destacou que, caso houvesse um temor real sobre a solvência do país, o capital estaria migrando para títulos alemães, o que não foi observado.

Desafios tecnológicos e política externa

A pauta de segurança econômica também ocupou espaço central nas declarações de Bessent, com destaque para a competição tecnológica com a China. O secretário alertou que a liderança chinesa em inteligência artificial representa um desafio estratégico superior a outros temas de defesa. Para enfrentar esse cenário, ele defendeu uma atuação coordenada com a União Europeia, o Canadá e os demais membros do G7.

No âmbito das sanções, o governo norte-americano prepara novas medidas contra o Irã, com o anúncio de restrições a mais uma instituição financeira ligada a Teerã previsto para esta semana. Além disso, o Tesouro sinalizou que deve apresentar, nos próximos dias, uma iniciativa voltada à modernização da estrutura governamental dos Estados Unidos.

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Fonte: canalrural.com.br