Ritmo da colheita e desafios climáticos
A colheita de café arábica na área de abrangência da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) atingiu a marca de 96% do volume total estimado até a última sexta-feira (4). O ritmo dos trabalhos mantém-se próximo ao observado no mesmo período de 2025, quando a operação estava em 98%. Do montante já colhido, 83% passou pelo processo de beneficiamento, apresentando um rendimento médio de 480 litros por saca de 60 quilos.
Apesar do avanço expressivo, a safra enfrentou desafios climáticos significativos. Técnicos da cooperativa estimam que cerca de 30% da produção total tenha caído ao chão devido às chuvas registradas durante o período de colheita. O esforço atual dos produtores está concentrado no recolhimento desse café, com 67% desse volume já recuperado. A presença desse material impacta a qualidade final, mantendo o índice médio de catação dos lotes recebidos acima de 20%.
Perspectivas para o ciclo 2026/27
Enquanto finalizam a colheita, os cafeicultores já voltam sua atenção para o próximo ciclo produtivo. As precipitações ocorridas nos dias 26 de agosto e 2 de setembro foram fundamentais para a quebra de dormência dos botões florais, resultando em uma florada expressiva na maioria das lavouras. Este fenômeno é considerado pelos especialistas como o mais significativo observado até o momento para a safra 2026/27.
O desenvolvimento das flores tem sido mais vigoroso em talhões que apresentaram produtividade média ou baixa na última colheita, além de áreas com lavouras jovens ou que passaram por esqueletamento. Essa concentração de florada traz otimismo aos produtores, que agora monitoram a previsão do tempo para garantir o pegamento das flores.
Monitoramento meteorológico e orientações
A expectativa de continuidade das chuvas nos próximos dias é vista com cautela. Embora a umidade seja necessária para a consolidação da florada, a previsão indica volumes baixos e uma distribuição irregular no Cerrado Mineiro. A Expocacer orienta que os produtores mantenham um acompanhamento rigoroso das atualizações meteorológicas para planejar as próximas etapas de manejo no campo.
O cenário exige atenção redobrada, já que a oscilação climática pode influenciar tanto a qualidade do café de chão que ainda resta ser processado quanto o potencial produtivo das novas flores. A cooperativa segue prestando suporte técnico para mitigar perdas e otimizar a produtividade das áreas atendidas.
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Fonte: canalrural.com.br
