O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou, nesta terça-feira (8), o Anuário do Vinho 2026, um documento estratégico que consolida os dados detalhados da cadeia produtiva brasileira referentes ao ano de 2025. A publicação marca um passo importante na transparência e organização do setor, oferecendo um raio-x completo que abrange desde o número de estabelecimentos registrados até o volume de produção, geração de empregos e o balanço do comércio exterior.
Radiografia das vinícolas brasileiras
Os números apresentados pelo governo federal destacam a capilaridade da vitivinicultura no território nacional. Em 2025, o Brasil contabilizou 965 vinícolas devidamente registradas junto ao Mapa, espalhadas por 327 municípios. Essa distribuição geográfica demonstra a relevância da atividade para o desenvolvimento regional, com o Rio Grande do Sul consolidado como o grande protagonista, abrigando 600 desses estabelecimentos.
Santa Catarina e São Paulo aparecem na sequência, com 102 e 86 vinícolas, respectivamente. Esses dados, extraídos do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), refletem não apenas a tradição, mas também a modernização das técnicas de cultivo e processamento que vêm ganhando espaço em diversas regiões do país.
Diversidade de rótulos e volume produtivo
A variedade de produtos disponíveis ao consumidor brasileiro é outro ponto de destaque no levantamento. O país registrou 16.258 vinhos em 2025, evidenciando um mercado dinâmico e em constante expansão. O Rio Grande do Sul, mais uma vez, lidera o ranking de registros, com 10.855 itens, seguido por Santa Catarina, com 1.898, e São Paulo, com 1.413.
No que diz respeito à produtividade, o setor superou a marca de 300 milhões de litros de vinho declarados no período. Além do impacto econômico direto, a atividade vitivinícola desempenha um papel social relevante, sendo responsável por 7.361 empregos diretos, o que movimenta economias locais e fortalece o agronegócio nacional.
Balança comercial e o mercado internacional
O anuário também traz um panorama sobre a inserção do vinho brasileiro no mercado global. Em 2025, as exportações nacionais somaram 7,35 milhões de litros. Em contrapartida, as importações atingiram 165,66 milhões de litros, um dado que serve como termômetro para pesquisadores e produtores que buscam entender o comportamento do consumo interno e a competitividade do produto nacional frente aos rótulos estrangeiros.
Para o Ministério da Agricultura e Pecuária, a publicação é uma ferramenta essencial para a formulação de políticas públicas e para o planejamento estratégico de instituições do setor. Esta é a primeira edição específica dedicada exclusivamente à cadeia do vinho, integrando o portfólio de levantamentos do governo sobre o segmento de bebidas, que já inclui dados sobre cachaças e cervejas.
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Fonte: canalrural.com.br
