Dia da Cachaça: conheça 10 rótulos premiados que elevam o padrão do destilado brasileiro

Dia da Cachaça: conheça 10 rótulos premiados que elevam o padrão do destilado brasileiro

Economia

A cachaça, historicamente vista como uma bebida de consumo popular e muitas vezes marginalizada, atravessa um momento de redescoberta e sofisticação. O que antes ocupava um lugar secundário nas prateleiras, hoje é protagonista em cartas de coquetelaria de luxo e objeto de desejo de colecionadores. Para celebrar essa trajetória de valorização, o Dia da Cachaça, comemorado neste domingo, 13 de setembro, resgata a importância cultural de um símbolo nacional cuja produção foi oficialmente liberada pela Coroa Portuguesa em 1661.

A ascensão da cachaça artesanal no mercado nacional

O cenário atual da produção de cachaça no Brasil é marcado pela busca incessante pela qualidade. O setor de destilados tem investido em técnicas precisas, desde a colheita manual da cana até o uso de leveduras selecionadas e envelhecimentos complexos em madeiras nobres. Essa evolução é refletida no VII Ranking da Cúpula da Cachaça, divulgado em 2026, que consolidou nomes de diversas regiões do país, provando que a excelência não se restringe a um único território.

Destaques do ranking: da tradição mineira à inovação nordestina

A lista dos rótulos premiados revela uma diversidade impressionante de perfis sensoriais. A grande campeã de 2026, a Bylaardt Extra Premium (R$ 349), produzida em Luiz Alves (SC), exemplifica o rigor técnico com seus 18 anos de envelhecimento em carvalho. Já a Mineiriana Carvalho (R$ 177), da Estrada Real em Minas Gerais, aposta na complexidade das notas de especiarias, enquanto a paraibana Baraúna Premium Carvalho (R$ 150) conquista paladares com seu equilíbrio entre baunilha e ameixa.

Para os entusiastas de perfis mais robustos ou puros, a Princesa Isabel Prata (R$ 107), do Espírito Santo, destaca-se pelo uso de tecnologia sustentável e leveduras selecionadas. No mesmo espectro, a Tiê Prata (R$ 82), de Aiuruoca (MG), preserva a essência da cana-de-açúcar com uma picância característica. Já a Volúpia Premium (R$ 245), também da Paraíba, utiliza uma maturação em duas etapas, passando por jequitibá-rosa e carvalho, resultando em uma bebida encorpada.

Madeiras brasileiras e o valor da produção artesanal

Um dos pontos altos da premiação foi o reconhecimento da Campanari Amendoim (R$ 150), eleita a melhor cachaça armazenada em madeira brasileira. Produzida em Monte Alegre do Sul (SP), ela utiliza o amendoim para conferir suavidade e notas adocicadas, demonstrando como a biodiversidade do Brasil influencia diretamente no sabor final. A Canarinha (R$ 180), por sua vez, mantém viva a linhagem tradicional de Salinas (MG), com seu envelhecimento em bálsamo que traz notas florais e frutadas inconfundíveis.

Esses rótulos, com preços que variam entre R$ 82 e R$ 427, não apenas celebram a data, mas convidam o consumidor a explorar a diversidade de um destilado que, finalmente, ocupa o lugar de prestígio que merece. Acompanhar as inovações e as premiações do setor é a melhor maneira de valorizar o trabalho dos produtores que transformam a cana em arte.

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Fonte: seudinheiro.com