Polícia Federal confirma posse de celular de Vorcaro e garante dados preservados

Polícia Federal confirma posse de celular de Vorcaro e garante dados preservados

Justiça

A Polícia Federal (PF) comunicou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que os dados extraídos do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro estão devidamente preservados sob sua custódia. A informação foi divulgada em um contexto de crescente atenção sobre a investigação em torno do Banco Master.

A PF assegurou que possui o aparelho e o material original extraído, com lacres intactos e mecanismos de verificação de integridade digital. Além disso, a instituição declarou ter “plenas condições técnicas” para enviar cópias idênticas dos dados a todos os ministros que solicitarem, incluindo Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, que já expressaram interesse em acessar essas informações.

Pedido de informações e resposta da PF

O comunicado da PF ocorreu em resposta a um pedido de Fachin, que havia solicitado informações sobre a custódia do material extraído do celular de Vorcaro. O ministro também mencionou a negativa do relator do caso, André Mendonça, em permitir acesso ao material. Mendonça afirmou que a mídia em seu gabinete é uma cópia de segurança, “lacrada” e “inacessível”, destinada a ser utilizada apenas em situações específicas.

A PF informou que atendeu ao pedido do gabinete de Mendonça e enviou a cópia dos dados. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também reiterou a necessidade de que todos os ministros do STF tenham acesso integral aos dados antes da sessão marcada para terça-feira (15).

Liberação parcial e controvérsia sobre o sigilo

Fachin determinou a derrubada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master, mas Mendonça fez uma liberação parcial do conteúdo, restringindo o acesso à mídia extraída do celular de Vorcaro, mesmo para os ministros do STF. A PGR argumentou que a manutenção do conteúdo sob acesso restrito compromete a igualdade de condições entre os integrantes da Corte.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que é essencial garantir que todos os ministros tenham acesso às informações relevantes para o julgamento, uma vez que a desigualdade de acesso compromete a paridade e a colegialidade no processo decisório.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br