Polícia Federal confirma envio de dados do celular de Vorcaro ao STF com cautelas de sigilo

Polícia Federal confirma envio de dados do celular de Vorcaro ao STF com cautelas de sigilo

Política

A Polícia Federal (PF) informou que está pronta para enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a cópia integral dos dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro. A declaração foi feita em resposta ao despacho do presidente do STF, que exigiu informações sobre o aparelho apreendido em 2025 durante investigações relacionadas ao Banco Master.

Capacidade técnica da PF para envio de dados

Em comunicado, a PF afirmou que possui “plenas condições técnicas” para produzir e encaminhar a cópia da extração do celular aos gabinetes dos ministros que solicitarem, respeitando as normas de sigilo aplicáveis. A resposta da PF foi uma exigência do STF, que estabeleceu um prazo de 24 horas para a apresentação das informações.

Esclarecimentos sobre a cópia enviada anteriormente

A PF também esclareceu que a cópia dos dados já enviada ao gabinete do ministro André Mendonça, em março, não corresponde ao material original, que permanece sob custódia da instituição. A polícia destacou que o envio da cópia ocorreu a pedido do próprio gabinete, conforme documentação do processo administrativo.

Cadeia de custódia e integridade dos dados

O material original, segundo a PF, está integralmente guardado nas dependências da instituição, dentro de uma cadeia de custódia formalmente documentada. Os lacres e mecanismos de verificação de integridade digital permanecem intactos, garantindo a segurança das informações.

Pressão por acesso integral às mídias

O pedido de Fachin ocorre em um contexto em que outros ministros, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, pressionam pelo acesso integral às mídias extraídas do celular. Eles argumentam que a divulgação dos documentos das investigações não deve ser seletiva, a fim de garantir a transparência do processo.

Consequências da divulgação dos dados

Na sexta-feira, Mendonça alertou que a continuidade das investigações poderia ser comprometida pela divulgação do conteúdo do celular, o que poderia levar a uma violação do dever estatal de investigar. A discussão sobre o acesso às informações continua, com a expectativa de que novas fases das apurações sejam deflagradas.

Fonte: redir.folha.com.br