Após dias de apreensão e monitoramento constante, o nível do Rio Taquari finalmente apresentou sinais de estabilização e declínio em Lajeado. A marca máxima foi registrada às 12h15 desta terça-feira (22), quando as águas alcançaram a cota de 24,46 metros, forçando o deslocamento de centenas de moradores e impondo desafios logísticos severos à infraestrutura urbana da região.
Operação de limpeza e recuperação das vias
Com o início do recuo das águas, a Prefeitura de Lajeado mobilizou imediatamente as equipes da Secretaria de Obras e Serviços Urbanos. O objetivo central é realizar a limpeza das vias públicas antes que a lama, trazida pela cheia, seque e endureça sobre o pavimento, o que dificultaria drasticamente o processo de remoção e a reabertura das ruas para o tráfego de veículos.
As retroescavadeiras estão operando de forma estratégica, avançando conforme a lâmina d’água diminui. A prioridade é garantir que as rotas principais sejam liberadas o mais rápido possível, permitindo que a rotina da cidade retome seu curso normal e que os serviços de emergência tenham livre acesso às áreas mais afetadas.
Assistência social e suporte aos desabrigados
Enquanto a cidade lida com os danos materiais, o foco na proteção das pessoas permanece prioritário. No abrigo montado no Parque do Imigrante, 255 pessoas, distribuídas em 93 famílias, recebem suporte integral. O local oferece alimentação, atendimento de assistência social e acompanhamento de saúde constante.
Para garantir a continuidade dos cuidados médicos, um técnico de enfermagem permanece no abrigo durante as 24 horas do dia. A estrutura também permite que moradores que perderam receitas ou medicamentos durante a evacuação possam solicitar novas prescrições, assegurando que tratamentos de saúde não sejam interrompidos pelo desastre natural.
Proteção animal e interdições de trânsito
A preocupação com o bem-estar estendeu-se aos animais de estimação. O Canil Municipal, localizado no bairro Conventos, acolheu 46 cães e sete gatos, oferecendo alimentação e atendimento veterinário especializado. A medida busca evitar que animais fiquem desamparados em áreas de risco ou perambulando pelas ruas alagadas.
Apesar da tendência de baixa, diversas vias permanecem interditadas por questões de segurança. Entre os pontos bloqueados estão as avenidas Beira Rio, Bernardino Pinto, Décio Martins Costa e Senador Alberto Pasqualini. Trechos das ruas Bento Gonçalves, Borges de Medeiros, João Abott, Júlio de Castilhos, Marechal Deodoro, Rio Branco e São Sebastião também seguem sob monitoramento do Departamento de Trânsito, que avalia a integridade do solo antes de liberar a circulação.
Impactos na educação e monitoramento
O sistema educacional também sentiu os efeitos da cheia. Duas Escolas Municipais de Educação Infantil, a EMEI Risque & Rabisque e a EMEI Mundo Mágico, tiveram as atividades suspensas nesta terça-feira devido ao risco de inundação. A previsão é de que o atendimento retorne à normalidade na quarta-feira (23), dependendo da evolução das condições climáticas e da limpeza dos acessos.
Para acompanhar os desdobramentos desta e de outras notícias que impactam o Rio Grande do Sul, continue acompanhando o ConexRS. Nosso compromisso é levar informação precisa, contextualizada e relevante para que você esteja sempre bem informado sobre os fatos que moldam a nossa realidade regional.
Fonte: agorars.com
