Datafolha aponta governo Lula com 40% de avaliação negativa e 34% de positiva

Datafolha aponta governo Lula com 40% de avaliação negativa e 34% de positiva

Política

Cenário de instabilidade na reta final da disputa

A menos de duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o governo do presidente Lula (PT) enfrenta um cenário de polarização consolidada. Segundo o levantamento mais recente do Datafolha, realizado entre os dias 22 e 23 de setembro, a gestão petista registra 40% de avaliação negativa, enquanto 34% dos eleitores classificam o governo como ótimo ou bom. Outros 24% consideram a administração regular.

O levantamento, que ouviu 2.002 pessoas e possui margem de erro de dois pontos percentuais, também mediu a aprovação pessoal do mandatário. Atualmente, 50% dos entrevistados desaprovam a forma como Lula governa, enquanto 47% declaram aprovação. Os dados refletem a temperatura de uma corrida eleitoral acirrada, na qual o petista busca o seu quarto mandato contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Oscilações e estabilidade na curva de popularidade

Ao analisar a série histórica recente do instituto, observa-se uma leve oscilação nos índices. Na semana anterior, o governo apresentava 42% de avaliação ruim ou péssima, contra 34% de ótimo ou bom. A reprovação pessoal do presidente estava em 50%, com 48% de aprovação. Os números atuais sugerem um estancamento na curva de queda que marcou parte do ano, mantendo o cenário de estabilidade dentro da margem de erro.

A pesquisa, encomendada pela Folha e pela TV Globo, está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-00304/2026. A estabilidade dos indicadores é um ponto de atenção para as coordenações de campanha, que monitoram como a percepção sobre a gestão federal pode influenciar diretamente a intenção de voto na reta final do pleito.

Impacto das medidas econômicas na percepção do eleitor

Historicamente, a avaliação de governo atua como um termômetro para as intenções de voto. Em um contexto de disputa apertada, onde ambos os candidatos buscam consolidar apoios para evitar ou forçar um segundo turno, cada movimento do governo é lido sob uma ótica eleitoral. Recentemente, o governo anunciou um reajuste de 15% nos benefícios do Bolsa Família.

Embora a medida tenha sido oficializada, o impacto prático no orçamento das famílias beneficiadas ocorrerá apenas em meados de outubro, após o primeiro turno. Esse intervalo entre o anúncio e o recebimento dos valores é um dos fatores que analistas políticos observam com cautela, tentando medir se a estratégia será suficiente para alterar o humor do eleitorado nas urnas.

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Fonte: redir.folha.com.br