STF dá prazo de 72 horas para AGU responder sobre proibição de apostas on-line

STF dá prazo de 72 horas para AGU responder sobre proibição de apostas on-line

Justiça

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta segunda-feira (28) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando um prazo adicional de 72 horas para elaborar sua manifestação oficial. O órgão busca responder às ações judiciais movidas por entidades do setor de apostas on-line, que tentam reverter a proibição imposta pelo governo federal à operação dessas plataformas no país.

O pedido de dilação de prazo, segundo a AGU, justifica-se pela necessidade de consultar os diversos órgãos governamentais que participam diretamente da complexa regulamentação do mercado de apostas. A movimentação ocorre em um cenário de intensa pressão jurídica, com o setor buscando retomar suas atividades antes que as restrições entrem em vigor de forma definitiva.

Disputa jurídica no Supremo Tribunal Federal

O debate sobre a legalidade e o funcionamento das plataformas de apostas, conhecidas popularmente como bets, chegou ao STF por meio de petições apresentadas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR). As entidades contestam a medida provisória que veta tanto a exploração comercial quanto a publicidade desses jogos digitais.

Os processos estão sob a relatoria do ministro Luiz Fux, que tem conduzido as decisões sobre o tema. O magistrado já havia determinado, anteriormente, medidas restritivas específicas para impedir que beneficiários de programas sociais utilizem recursos de auxílios governamentais para realizar apostas, visando proteger a renda das famílias mais vulneráveis e mitigar riscos de endividamento.

Cronograma de encerramento das operações

A medida provisória que baliza o encerramento das atividades estabeleceu um calendário rigoroso para a transição. As plataformas possuem autorização para operar apenas até o dia 5 de outubro, prazo estipulado para que realizem o pagamento do saldo remanescente aos usuários. Após essa data, o governo federal iniciará o bloqueio total dos sites e aplicativos de apostas em território nacional.

O governo tem adotado uma postura de endurecimento contra o setor, citando preocupações com a saúde pública e o impacto financeiro nas famílias brasileiras. Recentemente, o Executivo intensificou o monitoramento de redes de divulgação e efetuou a derrubada de 506 sites que operavam fora das normas estabelecidas. Além disso, o Ministério da Saúde planeja ações de busca ativa para oferecer suporte a apostadores que possam ter desenvolvido dependência psicológica ou financeira durante o período de funcionamento das plataformas.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br