Exportação brasileira de açúcar registra queda acentuada em setembro

Exportação brasileira de açúcar registra queda acentuada em setembro

Geral

O setor sucroenergético brasileiro enfrentou um mês de setembro desafiador no mercado internacional. Dados oficiais revelam uma retração significativa tanto no volume de embarques quanto na receita obtida com as exportações de açúcares e melaços, refletindo um cenário de ajuste nos preços e na demanda global pelo produto nacional.

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 2,699 milhões de toneladas em setembro. O número representa uma queda de 16,8% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o país havia embarcado 3,244 milhões de toneladas.

Impacto financeiro e desvalorização do preço médio

A redução no volume embarcado veio acompanhada de uma queda ainda mais expressiva na receita cambial. O faturamento com as vendas externas totalizou US$ 969,7 milhões em setembro, uma retração de 24,89% frente aos US$ 1,291 bilhão registrados no ano anterior. Esse desempenho negativo é explicado, em grande parte, pela desvalorização do preço médio da commodity no mercado externo.

Segundo o levantamento da Secex, o valor médio por tonelada recuou 9,7%, saindo de US$ 398 para US$ 359,2. A combinação de menor volume exportado com preços unitários mais baixos pressionou o resultado final, evidenciando um momento de menor rentabilidade para os produtores e exportadores brasileiros que dependem do escoamento via portos.

Desempenho acumulado em 2026

Ao analisar o cenário dos primeiros nove meses de 2026, a tendência de queda se mantém consistente. Entre janeiro e setembro, o Brasil enviou ao exterior 20,637 milhões de toneladas de açúcares e melaços. O volume é 11,80% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025, que somou 23,399 milhões de toneladas.

Em termos financeiros, o acumulado do ano atingiu US$ 7,108 bilhões. O montante é 29,9% menor do que os US$ 10,145 bilhões obtidos nos três primeiros trimestres do ano passado. Estes números reforçam a necessidade de monitoramento constante das variáveis que afetam o agronegócio, incluindo a política comercial externa e as oscilações nas cotações internacionais.

O ConexRS segue acompanhando de perto os desdobramentos do mercado agrícola e o impacto das exportações na economia brasileira. Para se manter informado sobre as tendências do setor, análises de mercado e as principais notícias que movimentam o país, continue acompanhando nossas atualizações diárias e conteúdos aprofundados.

Fonte: canalrural.com.br