A situação hidrológica na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul segue crítica, com a Defesa Civil estadual mantendo um alerta vermelho para risco “muito alto” de inundação do Rio Uruguai. O aviso, que vigora entre esta segunda-feira (12) e a terça-feira (13), reflete o impacto das fortes precipitações que atingem a região desde o dia 2 de outubro, forçando centenas de famílias a deixarem suas residências.
Impacto nas cidades da Fronteira Oeste
O cenário é de preocupação em quatro municípios gaúchos, onde pelo menos 484 pessoas permanecem desalojadas ou desabrigadas. Em Uruguaiana, o Rio Uruguai atingiu a marca de 9 metros e 80 centímetros na manhã desta segunda-feira, superando em 1 metro e 30 centímetros a cota de inundação. O município contabiliza 169 pessoas fora de casa.
Situação semelhante ocorre em Itaqui, onde o nível do rio chegou a 9 metros e 55 centímetros, ficando 1 metro e 20 centímetros acima do limite de segurança. Na cidade, 86 moradores precisaram abandonar seus lares. As autoridades monitoram o fluxo das águas, que seguem o curso natural em direção a essas localidades, mantendo o estado de alerta elevado.
Monitoramento em São Borja e o cenário em Alegrete
Em São Borja, o Rio Uruguai registrou 9 metros e 90 centímetros, com uma elevação de 60 centímetros nas últimas 24 horas. Embora a Defesa Civil aponte uma estabilização momentânea, o monitoramento permanece rigoroso. Até o momento, 22 pessoas precisaram deixar suas casas na cidade.
Por outro lado, Alegrete apresenta sinais de melhora. O Rio Ibirapuitã, que causou o maior impacto na região com 207 pessoas fora de casa há 10 dias, encontra-se em declínio, embora ainda permaneça acima da cota de atenção. A expectativa é que, a partir desta terça-feira, a Defesa Civil, com o suporte do Exército, inicie o processo de auxílio para o retorno das famílias às suas residências.
Orientações e segurança da população
O governo do estado reforça que a população deve seguir estritamente as orientações das autoridades locais. Em casos de emergência, os moradores devem buscar auxílio imediato através dos telefones 190 (Brigada Militar) ou 193 (Corpo de Bombeiros). A Defesa Civil do Rio Grande do Sul continua emitindo boletins periódicos para atualizar a população sobre as condições dos rios e os riscos meteorológicos.
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Fonte: g1.globo.com

