USDA mantém estimativa de safra brasileira de grãos e revisa exportações para baixo

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou, na última sexta-feira (9), o seu relatório mensal de oferta e demanda, conhecido como Wasde, trazendo números que sinalizam estabilidade na capacidade produtiva brasileira, mas um ajuste cauteloso na dinâmica de escoamento internacional. Para a safra 2025/26, o órgão manteve inalteradas as projeções de colheita para a soja e o milho no Brasil, mantendo o país como protagonista no cenário global de commodities.

Apesar da manutenção nos volumes produzidos, o mercado observa com atenção a revisão para baixo nas expectativas de exportação. Esse movimento reflete as incertezas que rondam o comércio global e a competitividade dos grãos brasileiros frente a outros players, como os Estados Unidos e a Argentina, que também tiveram seus dados reavaliados pelo órgão norte-americano.

Estabilidade produtiva e ajuste nos embarques de soja

No que tange à soja, o USDA confirmou a estimativa de produção brasileira para o ciclo 2025/26 em 180,5 milhões de toneladas. Contudo, a previsão para o volume destinado ao mercado externo sofreu um leve recuo, passando de 115 milhões para 114,46 milhões de toneladas. Para o ciclo seguinte, 2026/27, o cenário permanece otimista, com a produção projetada em 186 milhões de toneladas e embarques estimados em 118 milhões de toneladas.

A soja continua sendo o principal motor do agronegócio brasileiro, e qualquer oscilação nas projeções de exportação é lida pelos produtores e tradings como um sinal de alerta para a logística e a demanda internacional. A manutenção da produtividade, por outro lado, reforça a eficiência técnica alcançada pelos agricultores brasileiros nos últimos anos.

Cenário para o milho e panorama regional

Para o milho, a produção brasileira de 2025/26 foi mantida em 141 milhões de toneladas, mas a projeção de exportação apresentou uma queda mais expressiva, passando de 40 milhões para 38 milhões de toneladas. Para a safra 2026/27, os números permanecem estáveis, com a produção em 139 milhões de toneladas e exportações em 43 milhões de toneladas.

O relatório também trouxe dados relevantes sobre a Argentina, principal concorrente regional. No milho 2025/26, houve um aumento na estimativa de produção, que subiu de 63 milhões para 64 milhões de toneladas. Já para a soja argentina, o USDA realizou um ajuste negativo, reduzindo a previsão de 49,5 milhões para 49,3 milhões de toneladas. Essas variações nos países vizinhos impactam diretamente a formação de preços na Bolsa de Chicago, referência mundial para o setor, conforme detalhado pelo USDA.

O acompanhamento desses relatórios é fundamental para entender as tendências de mercado e o planejamento da próxima safra. O ConexRS segue atento aos desdobramentos do agronegócio e ao impacto dessas movimentações na economia nacional. Continue acompanhando nosso portal para análises aprofundadas, notícias atualizadas e a cobertura completa dos temas que movem o Brasil e o mundo.

Fonte: canalrural.com.br