PL articula apoio ao fim da escala 6x1 e prepara PEC das Horas Trabalhadas para 2027

PL articula apoio ao fim da escala 6×1 e prepara PEC das Horas Trabalhadas para 2027

Geral

O debate sobre a jornada de trabalho no Brasil ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (14). O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, confirmou que a bancada da sigla no Senado apoiará a proposta que visa o fim da escala de trabalho 6×1. No entanto, o parlamentar sinalizou que o partido pretende pautar, a partir de 2027, uma alternativa própria para a regulação das relações laborais no país: a chamada PEC das Horas Trabalhadas.

A proposta de flexibilização do PL

A iniciativa, articulada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), propõe uma mudança estrutural na forma como a remuneração e a jornada são calculadas. A ideia central da PEC das Horas Trabalhadas é que o empregador realize o pagamento baseado estritamente nas horas em que o funcionário esteve em atividade. Segundo Sóstenes Cavalcante, o objetivo é oferecer ao trabalhador a liberdade de escolha entre o regime consolidado pela CLT e um modelo com maior flexibilidade, que se assemelharia, em certos aspectos, à dinâmica do Microempreendedor Individual (MEI).

O parlamentar defende que essa transição daria ao cidadão o poder de decidir qual formato melhor atende às suas necessidades de renda e tempo. “A nossa intenção é dar liberdade total ao trabalhador brasileiro para escolher entre esse modelo aprovado agora e o outro”, afirmou o deputado em entrevista recente.

Impactos e críticas ao modelo de horas trabalhadas

Embora o PL apresente a proposta como uma forma de modernização e autonomia, o texto enfrenta resistência de especialistas e parlamentares de outros espectros políticos. O principal ponto de preocupação reside na ausência de um piso fixo ou de um mínimo de horas semanais garantidas na proposta de Marinho. Críticos argumentam que, sem essas salvaguardas, o trabalhador poderia enfrentar uma instabilidade severa em sua renda mensal, ficando à mercê das variações da demanda produtiva das empresas.

O cenário atual da redução da jornada

Enquanto a proposta do PL é projetada para o horizonte de 2027, o Senado Federal concentra esforços na análise do texto que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. O projeto em tramitação busca garantir dois dias de folga por semana para o trabalhador, sem que haja redução no salário nominal. A implementação, caso o texto seja aprovado, seguiria um cronograma gradual: uma redução inicial para 42 horas semanais dois meses após a promulgação, chegando ao patamar de 40 horas após o período de 12 meses.

A discussão reflete a complexidade de equilibrar produtividade econômica com a qualidade de vida do trabalhador brasileiro. O Portal da Câmara dos Deputados segue acompanhando as movimentações das comissões e as articulações dos líderes partidários sobre o tema.

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Fonte: canalrural.com.br