Brasil estreia pavilhão histórico na Sial Paris 2026 com recorde de empresas

Brasil estreia pavilhão histórico na Sial Paris 2026 com recorde de empresas

Geral

Com uma presença recorde de empresas nacionais e investimentos expressivos, o Salão Internacional da Alimentação (Sial) Paris 2026, na França, recebeu a abertura oficial do Pavilhão Brasil. A iniciativa reúne dezenas de marcas do setor produtivo divididas em vários espaços, impulsionando a visibilidade da produção nacional no exterior.

A estratégia por trás dessa movimentação internacional é consolidar a competitividade dos produtos brasileiros e destravar novas frentes comerciais na Europa e na Ásia. A participação massiva reforça o papel estratégico do agronegócio nacional nos principais fóruns globais de abastecimento e negociação de alimentos.

A articulação para retomada do mercado europeu

Durante o evento, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou a presença de 25 empresas brasileiras na Sial Paris 2026. A atuação conjunta com a ApexBrasil envolveu investimentos expressivos para promover a carne bovina nacional e avançar em negociações delicadas com o mercado europeu, atualmente alvo de restrições comerciais.

Perosa apontou que há um canal aberto de diálogo entre autoridades governamentais e o setor privado do Brasil e da Europa. A meta é solucionar os impasses regulatórios com agilidade para restabelecer o fluxo normal de embarques para o continente europeu.

O peso estratégico e a formação de preços

Embora a Europa responda por uma fatia menor das exportações totais de carne bovina do país — cerca de 5% da produção —, o mercado europeu possui um peso desproporcional na formação de preços. A presença firme nessa praça sustenta a reputação internacional do setor agropecuário brasileiro.

Além disso, o evento em solo francês serve como vitrine para estreitar laços com compradores asiáticos, especialmente parceiros da China, em um momento de abertura de novos ciclos de vendas para o mercado internacional. A estratégia busca blindar a economia interna e garantir divisas para as regiões produtoras.

Sustentabilidade e qualidade como diferenciais

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, ressaltou que a exibição dos produtos brasileiros no exterior se sustenta em pilares sólidos como rigor sanitário, sustentabilidade e competitividade. Para ele, o reconhecimento externo valida os investimentos feitos nas cadeias produtivas do interior do país.

Müller enfatizou que a exigência dos mercados globais exige demonstrações constantes de excelência produtiva. O Pavilhão Brasil funciona assim como um instrumento de diplomacia comercial e valorização da marca país.

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Fonte: canalrural.com.br