Goiás amplia para 20 cidades aptas à exportação após liberação de Britânia

Goiás amplia para 20 cidades aptas à exportação após liberação de Britânia

Agro

O município de Britânia, localizado no Vale do Araguaia, passou a integrar o grupo de cidades goianas habilitadas a exportar frutos frescos de cucurbitáceas, como melancia, melão e abóbora. Com essa nova inclusão oficializada pelo governo federal, o estado de Goiás alcança um total de 20 municípios reconhecidos no Sistema de Mitigação de Risco (SMR), uma ferramenta essencial voltada ao atendimento de rigorosas exigências fitossanitárias impostas por mercados compradores internacionais.

O reconhecimento formal foi emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Portaria SDA/Mapa nº 1.695, veiculada no Diário Oficial da União no início de outubro de 2026. A conquista do status internacional contou com importante suporte técnico da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), que atuou em conjunto com produtores rurais e responsáveis técnicos da região para cumprir todas as exigências burocráticas e sanitárias necessárias.

Abertura para novos mercados na América do Sul

Com a habilitação concedida pelo órgão federal, os produtores locais ganham novas e importantes oportunidades de comercialização para destinos que mantêm restrições quarentenárias específicas. Entre os principais mercados beneficiados por essa adequação sanitária estão países vizinhos integrantes do Mercosul, a exemplo de Argentina, Paraguai e Uruguai.

A principal barreira superada com a entrada no sistema diz respeito ao controle fitossanitário da praga conhecida popularmente como mosca-das-frutas das cucurbitáceas, cientificamente identificada como Anastrepha grandis. O cumprimento das normas garante aos compradores estrangeiros que o produto sai de uma zona com controle rigoroso e atestado contra o inseto.

Monitoramento contínuo e rigor técnico

Para alcançar a certificação, o processo exigiu um trabalho minucioso e ininterrupto de monitoramento nas lavouras da região do Vale do Araguaia. Segundo informações divulgadas pela Agrodefesa, foram necessários seis meses consecutivos de coletas regulares e análises nas áreas produtivas para comprovar a ausência da praga exigida pelos protocolos federais.

  • Acompanhamento técnico desde as etapas iniciais da produção
  • Coletas regulares de amostras nas plantações
  • Elaboração de projeto técnico detalhado
  • Cumprimento de normas exigidas pelo Ministério da Agricultura

Autoridades estaduais destacam que o resultado corrobora a eficácia da atuação conjunta entre o setor produtivo privado e os fiscais agropecuários. O alinhamento técnico permite que a agricultura goiana consolide sua posição no cenário de exportações agrícolas com segurança regulatória.

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Fonte: portaldoagronegocio.com.br