Alta do diesel e força do agro elevam frete rodoviário a R$ 8,77 por quilômetro

Alta do diesel e força do agro elevam frete rodoviário a R$ 8,77 por quilômetro

Agro

O preço médio do frete rodoviário no Brasil alcançou R$ 8,77 por quilômetro rodado em setembro, registrando uma alta de 0,57% em relação ao mês anterior, quando a média estava fixada em R$ 8,72. Esse avanço econômico ocorreu em meio a um cenário desafiador marcado pelo encarecimento dos combustíveis e pela intensificação na necessidade de transporte voltado ao setor produtivo.

As informações divulgadas são do Índice de Frete Rodoviário da Edenred (IFR), construído com base nos dados operacionais da plataforma Repom. Conforme a análise da empresa, a pressão exercida simultaneamente pelas despesas de custeio e pela forte movimentação de cargas agrícolas culminou nesse reajuste contínuo observado no período.

Impacto direto do encarecimento dos combustíveis

O encarecimento generalizado dos combustíveis figurou como o principal vetor de pressão sobre as tabelas de frete ao longo do mês. Dados do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) mostram que o diesel S-10 apresentou uma elevação de 2,70%, atingindo a média nacional de R$ 7,24 por litro, enquanto o diesel comum subiu 1,33%, comercializado a R$ 6,84 o litro.

Por compor a fatia mais pesada dos gastos correntes das frotas, o insumo repercute de forma imediata na formação dos preços cobrados pelo escoamento de mercadorias. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres, as variações refletiram pressões vindas do mercado internacional do petróleo, impulsionadas por instabilidades geopolíticas.

Escoamento agrícola e a demanda por frotas

Além do peso do abastecimento, o ritmo aquecido das exportações do agronegócio elevou significativamente a procura por veículos cargueiros. A necessidade urgente de escoar a produção nacional exigiu maior disponibilidade operacional das transportadoras para atender aos compromissos logísticos firmados por embarcadores de diversas regiões.

Essa conjuntura de oferta e procura pressionou ainda mais os custos operacionais, exigindo ajustes logísticos complexos. No encerramento do mês, o cenário regulatório também passou por atualizações importantes com a revisão dos pisos mínimos estabelecidos pelo governo para a categoria.

Perspectivas e reflexos para o setor logístico

As diretrizes atualizadas consideraram a variação acumulada do diesel S-10 e a necessidade de adequação dos coeficientes de cálculo para garantir a viabilidade das viagens. O monitoramento rigoroso da emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) seguiu no radar do mercado para assegurar o cumprimento das normais vigentes.

Para os próximos períodos, a expectativa do setor aponta para a manutenção de um cenário cauteloso, com novas pressões atreladas ao ritmo da safra e às oscilações internacionais do petróleo. Acompanhar essas variáveis continua sendo essencial para o planejamento estratégico de toda a cadeia de suprimentos.

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Fonte: portaldoagronegocio.com.br