Central de resíduos em área de preservação enfrenta acusação de crimes ambientais

Central de resíduos em área de preservação enfrenta acusação de crimes ambientais

Rio Grande do Sul

Uma central de resíduos situada em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, tornou-se ré em uma ação na Justiça por crimes ambientais, após uma série de apontamentos e autuações realizados por órgãos de fiscalização ao longo dos últimos anos. A estrutura, localizada às margens da rodovia ERS-118, opera ao lado de uma área de preservação permanente e a curta distância de um curso d’água.

O Ministério Público tem atuado para coibir práticas consideradas irregulares na operação do local, apontando expansão para fora dos limites licenciados e descarte inadequado de detritos. Para aprofundar o entendimento sobre os impactos desse tipo de atividade, consulte informações detalhadas no portal do g1.

Fiscalização e histórico de autuações

As atividades no local iniciaram em 2023, período que marcou o início das divergências com os órgãos fiscalizadores devido à operação sem a devida licença e episódios de queima irregular de detritos. Nos meses seguintes, o empreendimento acumulou sanções administrativas, multas e até mesmo períodos de interrupção temporária das atividades determinadas pelas autoridades competentes.

Relatórios técnicos reunidos pelo Ministério Público indicam que os resíduos vinham sendo depositados diretamente sobre o solo, sem a triagem exigida pelas normas vigentes. Além disso, as investigações apontam supressão de vegetação nativa e intervenções diretas na faixa de proteção do riacho localizado nas proximidades.

Riscos apontados por especialistas

A proximidade entre locais de despejo de detritos e ecossistemas protegidos gera alertas constantes entre especialistas da área ambiental. A ausência de cercamento adequado e de barreiras físicas facilita o carregamento de materiais poluentes para dentro dos cursos d’água durante períodos de chuva.

Especialistas em engenharia ambiental ressaltam que a falta de controle na disposição dos rejeitos compromete a qualidade da água e a biodiversidade local. A contenção rigorosa é apontada como requisito essencial para evitar que resíduos sólidos alcancem áreas de preservação permanente.

Réus e defesas no processo judicial

A denúncia apresentada pela promotoria alcança tanto a empresa quanto três pessoas físicas, que respondem por crimes como poluição, danos a áreas protegidas e associação criminosa. Entre os citados está o atual responsável pela administração do empreendimento, que também exerce cargo público na esfera legislativa municipal.

Representantes da defesa sustentam a legalidade das operações em momentos específicos, destacando a atuação do empreendimento durante o suporte ao manejo de resíduos gerados por eventos climáticos extremos recentes. As defesas afirmam que o processo servirá para esclarecer os fatos e demonstrar a observância às normas aplicáveis.

O ConexRS segue acompanhando os desdobramentos deste e de outros temas fundamentais para a sociedade, mantendo seu compromisso com a apuração rigorosa, a variedade de editorias e a entrega de conteúdo relevante e de qualidade para os leitores que buscam se manter bem informados todos os dias.

Fonte: g1.globo.com