Celina Leão lidera com 50% as intenções de voto no segundo turno do Distrito Federal

Celina Leão lidera com 50% as intenções de voto no segundo turno do Distrito Federal

Política

A corrida eleitoral pelo comando do Distrito Federal entrou em uma nova fase decisiva com a divulgação dos números mais recentes sobre a preferência do eleitorado local. O cenário político na capital do país reflete o embate direto nas urnas e a mobilização de lideranças regionais e nacionais em torno dos nomes que disputam o governo distrital.

Cenário das intenções de voto na capital federal

A governadora Celina Leão (PP) aparece com 50% das intenções de voto na disputa do segundo turno para o Governo do Distrito Federal, conforme levantamento divulgado pela Quaest. O candidato Leandro Grass (PT) registra 35% da preferência do eleitorado na mesma pesquisa.

O estudo também aponta que 7% dos eleitores pretendem votar em branco, nulo ou afirmam que não comparecerão às urnas, enquanto o grupo de indecisos soma 8%. A margem de erro estimada é de três pontos percentuais para mais ou para menos, considerando o universo pesquisado.

Metodologia e histórico da disputa distrital

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e ouviu 1.104 eleitores em todas as regiões do Distrito Federal, abrangendo o período de sábado a terça-feira. O registro oficial do levantamento junto à Justiça Eleitoral está sob o código DF-00402/2026.

No primeiro turno da votação, Celina Leão obteve 49,93% dos votos válidos, ao passo que Leandro Grass alcançou 34,47%, consolidando a ida para esta nova etapa do pleito. A atual chefe do executivo distrital assumiu o cargo em março de 2026, após a saída de Ibaneis Rocha (MDB), que planejava concorrer ao Senado, mas acabou desistindo da candidatura meses depois em meio a repercussões políticas envolvendo o Banco de Brasília.

Alianças e movimentações políticas no Distrito Federal

Para consolidar sua base, a campanha de Celina Leão conta com o respaldo de figuras de destaque da direita nacional e regional, como Flávio Bolsonaro (PL), Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos). Por outro lado, a candidatura de Leandro Grass, que deixou a presidência do Iphan em abril, encontrou novo fôlego após mudanças no quadro de concorrentes ao governo.

A configuração inicial da disputa sofreu alterações significativas com a saída de José Roberto Arruda (PSD) do pleito. O ex-governador havia figurado em patamares de empate técnico em levantamentos anteriores, mas teve sua candidatura rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em decorrência de condenações por improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora.

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Fonte: redir.folha.com.br