O presidente do Tribunal Superior Eleitoral determinou nesta quarta-feira (21) a suspensão de 20 postagens irregulares nas redes sociais direcionadas contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. A medida foi adotada após solicitação formal da defesa, que apontou o compartilhamento de materiais manipulados por meio de inteligência artificial durante o período de disputa eleitoral.
Determinação contra parlamentares e perfis
A ordem emitida pelo magistrado alcança publicações associadas a figuras públicas e deputados federais da oposição. Entre os citados na decisão estão parlamentares que apoiam a candidatura opositora, além de dezenas de perfis que somam milhares de seguidores na internet. Os envolvidos receberam ordem expressa para cessar a replicação dos conteúdos considerados irregulares pelo tribunal.
Alegações sobre o uso de inteligência artificial
Os representantes da campanha presidencial argumentaram que a circulação coordenada de mídias sintéticas buscava distorcer a percepção pública sobre a popularidade do atual chefe do executivo. Segundo a argumentação apresentada à corte, publicações anônimas geravam uma falsa impressão de rejeição generalizada entre o eleitorado, alterando o equilíbrio do pleito.
Discussões recentes na corte eleitoral
O debate sobre a moderação de conteúdos gerados por inteligência artificial tem mobilizado os ministros da mais alta corte eleitoral do país. Recentemente, o tribunal analisou medidas adotadas por empresas de tecnologia na restrição de buscas e na distribuição de materiais envolvendo os principais concorrentes ao cargo presidencial.

