Arroba do boi gordo mantém preços firmes com alta moderada e cautela no setor

Arroba do boi gordo mantém preços firmes com alta moderada e cautela no setor

Geral

O mercado físico do boi gordo permaneceu em patamares firmes, embora o movimento de alta tenha perdido intensidade ao longo da semana. A oferta de animais continua restrita nas principais regiões produtoras, mantendo as escalas de abate concentradas entre cinco e seis dias úteis e gerando cautela nos frigoríficos.

Especialistas apontam que o cenário é influenciado pelo ritmo desacelerado do consumo interno na segunda quinzena, o que limita a margem para reajustes generalizados nos preços. Apesar desse panorama de estabilidade comedida, o setor pecuário avalia positivamente as perspectivas voltadas para o comércio exterior e a demanda internacional no último trimestre.

Panorama da arroba e escalas de abate

A restrição na oferta de animais para abate continua sendo o principal sustentáculo dos preços no campo. Contudo, a menor disposição das indústrias em promover novas altas reflete o comportamento do consumidor brasileiro, que encontra opções mais acessíveis no mercado de proteínas concorrentes, como frango e suínos.

O reflexo dessa dinâmica pode ser observado nos valores médios registrados nos principais estados produtores do país. Em São Paulo, a arroba ficou cotada em R$ 384,47, enquanto Goiás registrou média de R$ 370,32 e Minas Gerais alcançou R$ 378,71 por arroba.

Comportamento do mercado atacadista

No setor atacadista, a carne bovina registrou variações pontuais durante o período de apuração. O corte conhecido como ponta de agulha apresentou leve valorização de R$ 0,25, passando a ser negociado a R$ 21,00 por quilo nos centros de distribuição.

Por outro lado, cortes nobres e tradicionais mantiveram estabilidade nas cotações. O quarto dianteiro continuou cotado a R$ 22,30 por quilo, e o quarto traseiro permaneceu inalterado ao preço de R$ 29,50 por quilo, refletindo o compasso de espera dos compradores.

Expectativas para a demanda externa

O horizonte para o restante do ano mantém o viés positivo, sustentado principalmente pelas expectativas em torno do apetite da China pela carne bovina brasileira. A concretização de volumes maiores de exportação, no entanto, dependerá diretamente do comportamento dos compradores estrangeiros nas próximas semanas.

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