A campanha do presidente Lula (PT) afirmou neste sábado (24) que o Metrô de São Paulo retirou os tapumes que haviam sido instalados pelo partido para proteger os acessos de estações durante o ato político na avenida Paulista. Segundo a equipe do candidato, a colocação das estruturas metálicas foi combinada previamente em reunião com dirigentes da companhia e com a Polícia Militar.
Acordo prévio e retirada do material
De acordo com o deputado federal Kiko Celeguim (PT), coordenador de campanha, o serviço de proteção foi executado por uma empresa contratada na noite de sexta-feira (23). O material contemplava as entradas das estações Consolação e Trianon-Masp.
No entanto, a equipe foi surpreendida por uma ordem de paralisação e retirada das placas de ferro. Representantes do Metrô teriam argumentado que a própria companhia adotaria medidas para preservar o patrimônio público, tornando os tapumes desnecessários.
Precedente de segurança e vandalismo
A instalação dos tapumes visava evitar episódios semelhantes aos registrados durante manifestação anterior no primeiro turno. Naquela ocasião, a administração estadual apontou depredações em estruturas de vidro, pichações e aplicação de adesivos nas dependências subterrâneas.
Imagens veiculadas pela imprensa mostraram manifestantes sobre as coberturas de vidro de estações na principal via da capital paulista. A campanha justificou que a blindagem provisória servia para resguardar o mobiliário urbano e prevenir novas ocorrências de vandalismo.
Posicionamentos oficiais e desdobramentos
Questionada sobre o episódio, a assessoria do Metrô, controlado pela gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou que estava reunindo informações para emitir uma resposta formal aos questionamentos da imprensa.
Para acompanhar o andamento da manifestação e prestar assistência jurídica se necessário, a campanha organizou um grupo de advogados para monitorar a movimentação ao longo da avenida Paulista neste sábado.

