Galeria Metrópole restringe acesso após ato pró-Lula no centro de São Paulo

Galeria Metrópole restringe acesso após ato pró-Lula no centro de São Paulo

Política

Impacto no funcionamento do centro comercial

A tradicional Galeria Metrópole, situada na avenida São Luís, no centro de São Paulo, teve seu funcionamento interrompido de forma abrupta na noite desta quinta-feira (15). O fechamento das portas ocorreu a partir das 18h, em resposta a um ato político convocado em suas imediações em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A medida pegou de surpresa lojistas, funcionários e o público que frequentava o espaço, conhecido por sua intensa vida cultural e gastronômica, que costuma estender o atendimento até as 23h às quintas-feiras.

Relatos de trabalhadores e comerciantes indicam que não houve aviso prévio sobre a restrição de acesso. A decisão da administração do edifício impediu a entrada de clientes e até mesmo de colaboradores que tentavam acessar seus locais de trabalho. Eventos que estavam programados para ocorrer durante a noite foram comprometidos pelo bloqueio, gerando incerteza sobre a operação do centro comercial durante o período de maior movimentação noturna.

Contexto da mobilização política

A manifestação, que motivou a reação da administração, foi articulada por meio de redes sociais por grupos de lojistas e editores que ocupam salas no edifício. Sob o mote “Para virar, precisamos somar forças e ir atrás de cada voto!”, o chamado incentivava a mobilização popular nas ruas como estratégia para a campanha eleitoral do petista. A iniciativa buscava transformar o entorno da galeria em um ponto de encontro para apoiadores.

Segundo Florencia Ferrari, sócia da editora Ubu, a intenção inicial dos organizadores era realizar a atividade nas áreas comuns internas da galeria. No entanto, após a negativa da administração do prédio, o grupo optou por transferir o ato para a praça Dom José Gaspar, localizada logo à frente da entrada principal. A proximidade da concentração com o edifício foi o fator determinante para o fechamento dos portões, que isolou o interior do centro comercial da movimentação externa.

Repercussão nacional e silêncio administrativo

O episódio em São Paulo reflete um cenário de intensa mobilização política que se espalhou por diversas capitais brasileiras nesta quinta-feira. Além da capital paulista, atos similares em defesa da candidatura de Lula foram registrados em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, evidenciando uma estratégia coordenada de ocupação de espaços públicos e comerciais por parte de apoiadores.

Até o momento, a administração da Galeria Metrópole não se manifestou oficialmente sobre os critérios utilizados para o fechamento ou sobre a falta de aviso aos locatários. A reportagem tentou contato com os responsáveis pelo edifício para esclarecer os motivos da restrição, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O caso segue como um exemplo da tensão entre a ocupação política de espaços privados e a gestão de condomínios comerciais em grandes centros urbanos.

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Fonte: redir.folha.com.br