Fábrica de biodiesel de soja no RS recebe aporte de R$ 150 milhões do BNDES

Fábrica de biodiesel de soja no RS recebe aporte de R$ 150 milhões do BNDES

Geral

Aposta no desenvolvimento sustentável gaúcho

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) oficializou um aporte de R$ 150 milhões voltado à estruturação da primeira unidade industrial de biodiesel focada no processamento de soja no Rio Grande do Sul. O recurso, viabilizado por meio do Fundo Clima, marca uma mudança estratégica na cadeia produtiva do agronegócio regional, que busca ampliar o valor agregado da principal commodity do estado.

O projeto é uma iniciativa conjunta de três importantes cooperativas gaúchas: Cotrijal, Cotrizal e Cotripal. A união dessas forças cooperativistas visa não apenas a produção de combustível renovável, mas a consolidação de um polo industrial que aproveita a vasta produção de grãos local para fomentar a transição energética.

Estrutura e capacidade produtiva em Cruz Alta

A planta industrial, batizada de Sol 3, está em fase de estruturação em Cruz Alta, na região norte do Rio Grande do Sul. O complexo ocupará uma área de 12 hectares e foi projetado com tecnologia de ponta para processar até 3.000 toneladas de soja diariamente. Além do biodiesel, a unidade terá capacidade para produzir itens essenciais como óleo, ração e glicerina.

A escolha estratégica por Cruz Alta facilita a logística de escoamento e a integração com os produtores rurais da região. A expectativa é que a operação industrial, com início previsto para maio de 2028, transforme a dinâmica econômica local ao reduzir a dependência da exportação de soja in natura, incentivando o processamento interno.

Impacto socioeconômico e cadeia de proteína animal

O alcance do projeto é expressivo, beneficiando diretamente cerca de 35.000 associados distribuídos em mais de 110 municípios gaúchos. A iniciativa vai além da energia renovável: ao processar a soja, a fábrica gerará farelo, um insumo fundamental para a cadeia de proteína animal, que é um dos pilares da economia do estado.

Ao fortalecer a oferta de farelo, a Sol 3 deve impactar positivamente os custos de produção para pecuaristas e avicultores, criando um ciclo de valorização regional. O foco em uma economia de baixo carbono, alinhado às diretrizes do BNDES, posiciona o Rio Grande do Sul como um player relevante no mercado de combustíveis sustentáveis, contribuindo para a redução da emissão de gases do efeito estufa.

O ConexRS segue acompanhando de perto os desdobramentos deste investimento e como ele transformará a matriz produtiva do estado. Continue conectado ao nosso portal para receber informações atualizadas, análises aprofundadas e o melhor conteúdo sobre o desenvolvimento regional e nacional, sempre com o compromisso de levar até você um jornalismo transparente e de qualidade.

Fonte: canalrural.com.br