A Justiça Eleitoral determinou o restabelecimento imediato da frota completa de ônibus em Salvador, impondo uma multa severa em caso de descumprimento da ordem durante o pleito. A medida foi tomada após questionamentos sobre a circulação reduzida de transporte público na capital baiana.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia estabeleceu que os coletivos devem operar com frequência equivalente à de dias úteis e com gratuidade para os passageiros. A decisão buscou assegurar que os eleitores pudessem exercer o direito ao voto sem barreiras logísticas decorrentes da escassez de veículos nas ruas.
Medidas e penalidades rigorosas
Para garantir o cumprimento da determinação, a Justiça fixou uma multa expressiva por hora de descumprimento, direcionada tanto ao município quanto às empresas concessionárias do setor. A fiscalização foi intensificada com o apoio de órgãos de segurança para monitorar os terminais e as principais vias da cidade.
A prefeitura e os operadores do sistema de transporte enfrentaram prazos rígidos para comprovar a normalização da frota. A mobilização envolveu autoridades estaduais e federais para coibir eventuais tentativas de restrição na circulação dos cidadãos durante o período de votação.
O debate político e o impacto nas eleições
A judicialização do transporte público em dias de eleição reflete disputas recorrentes sobre a responsabilidade do poder público em garantir o acesso democrático às urnas. Representantes partidários apontaram reduções expressivas na frota em comparação com dias normais, gerando forte repercussão política.
Por outro lado, a gestão municipal argumentou sobre circunstâncias operacionais e negou qualquer intencionalidade política na flutuação da oferta de coletivos. O episódio mobilizou debates acalorados sobre a logística eleitoral e a necessidade de planejamento prévio para evitar transtornos à população em capitais brasileiras.

