O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária, Guilherme Campos Junior, defendeu nesta segunda-feira (26), em São Paulo, a continuidade das conquistas do setor sucroenergético e do arcabouço legal que sustenta as políticas para os biocombustíveis. A declaração foi feita após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno realizado no domingo (25).
Preservação de avanços e segurança jurídica
Durante a 26ª Conferência Internacional Datagro sobre Açúcar e Etanol, Guilherme Campos afirmou que o resultado da eleição deve garantir a preservação dos avanços alcançados ao longo dos últimos anos. Segundo ele, esse processo inclui medidas construídas com a participação do Congresso Nacional e decisões ligadas à política de combustíveis.
O secretário ressaltou que todo o arcabouço legal erguido no período recente oferece uma garantia sólida para o que é produzido no país e que possui enorme valor econômico e estratégico. A estabilidade regulamentar é vista como pilar fundamental para atrair novos investimentos e manter a competitividade internacional dos produtos brasileiros.
Mistura de combustíveis e transição energética
Entre os pontos elencados pelo representante do governo, o setor sucroenergético ganhou destaque com a menção a mudanças na mistura de combustíveis. Isso inclui o aumento da proporção de etanol na gasolina, medida considerada indispensável para consolidar os avanços regulatórios.
Na avaliação apresentada durante o evento em São Paulo, essa continuidade assegura previsibilidade aos produtores e reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O secretário enfatizou que a sustentabilidade da produção nacional representa um diferencial competitivo de grande relevância no cenário internacional.
Articulação institucional e perspectivas futuras
Para sustentar os patamares já consolidados e abrir novas frentes para os biocombustíveis, Guilherme Campos reforçou a necessidade de estreitar a cooperação institucional. A articulação contínua entre o governo federal, o Congresso e a cadeia produtiva permanece como estratégia central para o desenvolvimento do mercado.
A manifestação pública evidenciou o compromisso oficial com a preservação do marco legal do setor e com a consolidação de diretrizes de longo prazo, permitindo que a bioenergia mantenha sua trajetória de expansão e relevância econômica.

